Gods of Hell – Campo do Meio -MG

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Local: Clube Aprígio Serafim de Moraes, Campo do Meio-MG

Data: 03 de Março de 2017

BELPHEGOR ( Áustria )

Pagan Throne (Pagan Black Metal-RJ)

Hagbard (Folk Metal Juiz de Fora-MG)

Repúdio ( Black Metal, Varginha-MG)

Herege (Death Metal, Maria da Fé-MG)

Tumbero (Hardcore Cambui-MG)

Aneurose (Thrash Metal, Lavras-MG)

Reversed (Death Metal, Poços de Caldas-MG)

Informações: https://www.facebook.com/godsofhell2/

LACERATED AND CARBONIZED – Narcohell

 

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Brutalidade pouca é bobagem. Parece que em Narcohell, terceiro álbum dos cariocas do LACERATED AND CARBONIZED produzido por Felipe Eregion (UNEARTHLY), mixado e masterizado pelo produtor alemão Andy Classen (DESTRUCTION, KRISIUN, TANKARD) no Stage One Studios, Alemanha,  essa máxima foi levada bem a serio, pois o que não falta aqui é uma avalanche sonora muito bem executada em todos os elementos (instrumental, dinâmica heterogênea, boa gravação e feeling). Diante do tenso cenário do Estado, mas principalmente da capital, do Rio de Janeiro, com a guerra civil contra o crime e o tráfico em níveis alarmantes, principalmente após a recessão econômica e sócio-política que o Brasil começou vem sofrendo em especial de 2015 para 2016, Narcohell é como se fosse um grito enfurecido que o país precisa colocar pra fora.  A trinca inicial que se abre repleta de fúria com Spawned in rage, seguida pela faixa titulo e Bangu 3, com a participação de Marcus D’Ângelo do CLAUSTROFOBIA, já incita ‘mosh-pits’ de assustar qualquer desavisado. Agora, que batera é aquela em The urge? Além de excelentes viradas, o pedal-duplo é arrebenta as peles do bumbo sem misericórdia. Embora, todas as faixas mostram bons desempenhos, ainda se destacam Condition red, Parallel state, Broken, com a participação de Mike Hrubovcak do MONSTROSITY, e Hell de Janeiro, uma descrição fiel do desespero e o medo naquela que é nomeada como a “cidade maravilhosa”. De fato Jonathan Cruz (vocal), Caio Menconça (guitarra), Paulo Doc (baixo) e Victor Mendonça (bateria) são uma das melhores bandas do Metal extremo brazuca surgida nos anos 2000 e candidatos altamente gabaritados para ajudar a carregar a bandeira desta cena por vários anos à frente.  Nota: 9,5

 Por Écio Souza Diniz

 Faixas: 1. Spawned In Rage / 2. NarcoHell / 3. Bangu 3 /  4. Severed Nation / 5. The Urge / 6. Broken / 7. Terminal Greed / 8. Condition Red / 9. Ruinous Breed / 10. Decree Of Violence / 11. Parallel State / 12. Hell De Janeiro       / 13. Mass Social Suicide

DORSAL ATLÂNTICA: uma nova saga, à caminho do sertão nordestino!

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Por Écio Souza Diniz

Por uma década houve várias dúvidas se clássica banda carioca DORSAL ATLÂNTICA ainda faria algo novamente, especialmente após várias e veementes afirmações do líder, Carlos “Vândalo” Lopes, sobre não querer mais se envolver com o Metal. Contudo, visto que a existência é um mar de inconstâncias, eis que em 2012 ele surge lançando uma campanha de “crowdfunding” (financiamento coletivo feito pela internet) para o lançamento de um novo álbum, que acabou culminando no CD 2012. A partir daí a gana artística de Lopes cresceu cada vez mais e nesses cinco anos de lá pra cá, também houve bem sucedidos financiamentos para o DVD documentário “Guerrilha – a trajetória da Dorsal Atlântica”, relançamento do livro-biografia da banda e um H.Q sobre a Dorsal que está sendo finalizado. No meio desse frenesi artístico ainda foi lançado pela sua antiga gravadora Heavy, o álbum Imperium (2014). Agora está rolando a campanha para o lançamento de um novo álbum, intitulado Canudos e relativo a historia da rebelião na Cidade de mesmo nome no interior Baiano, o qual Lopes assegura em suas palavras que será: “Um novo estilo de Rock pesado está prestes a nascer”. Confiram isso e muito mais neste interessante bate-papo que ele teve com o PÓLVORA ZINE!

PÓLVORA ZINE: Como está indo a arrecadação por ‘crowdfunding’ para o lançamento do novo álbum, Canudos?

Carlos Lopes: Em primeiro lugar te agradeço por essa primeira pergunta pois este projeto encabeçará o futuro da banda. É válido que alguém que tenha dinheiro – e nem sempre talento – possa lançar seus produtos quando e bem quiser mas eu não posso e nem me enforçarei para isso. É imoral que uma banda com tamanha história tenha que se curvar a contratos espúrios. E como é vai ou racha, eu chamei para o jogo o maior interessado: o fã da Dorsal. A negociação se deu nesse nível, caso contrário ficaria no estaleiro. E cada campanha de crowdfunding trouxe-me experiência e conecção. Primeiro, a campanha para o CD 2012 fez história com uma simbiose inédita entre público e banda. Em seguida, a campanha para os quadrinhos alcançou e superou a meta estipulada, além de abrir uma nova expressão para mim: desenhista. A campanha para Canudos está indo muito bem e mais consciente dos riscos, optei por uma campanha estendida de mais de seis meses e não de apenas dois meses, ainda mais após tantas “crises morais e econômicas”.  LEIA MAIS

AFFRONT – Angry voices

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É realmente gratificante quando você recebe um álbum que lhe chama a atenção na primeira audição e de quebra ele é do seu país. O trio carioca AFFRONT foi formado em 2016 por Marcelo Mictian (baixo e vocal; UNEARTHLY), juntamente com R. Rassan (guitarra) e Jedy Najay (bateria) traz um Thrash/Death muito bem produzido e agressivo para somar ao nosso rico cenário underground nacional. A arte da capa, a timbragem dos instrumentos, a gravação, tudo neste debut foi bem feito. O vocal mais rasgado de Mictian realça a tônica de ódio contida nas faixas, mas todos demonstram ótimo desempenho. A abertura com Scum of the world em sua entrada com riffs cortantes, vocal rasgado e uma batera insana já dão o prenúncio da pancadaria que percorre o álbum. A faixa-título é uma das mais bem trabalhadas, tendo uma execução apuradíssima do pedal-duplo da bateria e um refrão marcante.  Affront é um grito de revolta que retrata bem a realidade atual do Brasil, tendo corporações no poder que geram desigualdades no país e, por conseguinte, violência e medo pra todos, carecendo que nós brasileiros afrontemos esses inimigos da nação. Terra sem males (Guerra Guaranitica) é um belo tema instrumental, referindo-se ao extermínio de índios guaranis pelas tropas espanholas e portuguesas no século 17. Os elementos de baião nordestino tocados no baixo e pandeiro Mestre do Barro se juntam uma pegada mais cadenciada e melódica, fazendo uma homenagem bem legal ao Mestre Vitalino (1909-1963), um grandioso artista da arte do barro no Brasil. Ainda recebe ótimo destaque a arrasadora Under siege, que foi o primeiro single e vídeo clipe e também recebe uma segunda versão cantada por Marcelo Pompeu (KORZUS), e Carved in stone com bases de baixo que se destacam. Sem dúvida, este já está com seu lugar garantido entre os melhores de 2017, visto que é um trabalho feito de forma muito competente e com os bons diferenciais mencionados acima. Satisfação garantida ou o seu dinheiro de volta! Nota: 8,5

Por Écio Souza Diniz

Faixas: 1-Scum of the world / 2-Angry voices / 3-Affront / 4-Conflicts / 5-Terra sem males (Guerra Guaranitica) / 6-Mestre do barro / 7-Religions cancer / 8-Under siege / 9-Carved in stone / 10-Wartime conspiracy / 11-Echoes of the insanity / 12-Under siege (Featuring M. Pompeu – Korzus)

TAURUS: o bombardeio Thrash não para!

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Por Écio Souza Diniz

A cena metálica da capital do Estado do Rio de Janeiro sempre foi rica de bandas que se destacam na cena, não atoa que nos anos 80 era um dos principais expoentes de bandas clássicas do Metal cantado em português do país. O Thrash em especial é um estilo abundante que parece cada vez mais crescer e fortalecer na capital carioca, tendo como exemplo a forte cena que hoje se destaca do Thrash/Speed. Mas como tudo tem que ter um começo, quem deu o ponta pé inicial ao lançar um dos mais icônicos álbuns de Thrash brasileiros foi o TAURUS em sua estreia com o clássico Signo de Taurus (1986). Após esta estreia a banda ainda fez ótimos lançamentos, mas como ocorreu para muitas bandas os anos 90 foram severos para o Metal de forma geral, levando-os a cessar as atividades. Felizmente, atualmente a banda está na ativa e em 2016 lançou um DVD comemorativo dos 30 anos de lançamento do álbum de estreia, no qual o tocaram na íntegra no histórico evento “Super Peso Brasil”. O baterista Sérgio Bezz bateu um papo com o PÓLVORA ZINE sobre esses fatos e muito mais. 

PÓLVORA ZINE: Em 2016 vocês lançaram o CD/DVD Signo de Taurus ao vivo 30 anos, celebrando a três décadas do clássico Signo de Taurus (1986). O que principalmente representou para vocês o show que gerou este lançamento?

Sérgio Bezz: O show que se transformou no DVD aconteceu em São Paulo, em um evento muito interessante que reuniu algumas bandas dos anos 80, tendo particularmente com um traço comum: todas cantando em português. Foi um dia muito especial. A repercussão foi muito interessante, porque dele surgiu o projeto de financiamento coletivo, “Super Peso Brasil”, e dele nasceu o DVD de mesmo nome. Lá tiveram três músicas de cada banda. O nosso DVD de 30 anos contém a íntegra daquele show, além de vários extras.  LEIA MAIS

STRESS: pioneiros do Metal nacional!

 Lançamento!

Por Écio Souza Diniz

 A década de 80 foi o período de explosão do Metal brasileiro e apesar das dificuldades em se manter uma banda e gravar um disco naquela época, vários clássicos foram lançados. Agora, se já era difícil para bandas da região sudeste do Brasil que vinham despontariam por volta de 1985/1986 como CENTURIAS, DORSAL ATLÂNTICA, HARPPIA, METALMORPHOSE, entre outras, tente imaginar como deveria ser a aventura de uma banda da longínqua Belém (PA). Pois então, foi exatamente desta cidade que veio o STRESS, o grupo que com a cara e coragem se aventurou no Rio de Janeiro para gravar o primeiro álbum de Heavy metal do Brasil, autointitulado Stress (1982). Com idas e vindas a banda está firme na ativa e participando de diversos projetos e eventos históricos que tem sido realizados nos últimos anos para celebrar as bandas clássicas deste período e manter a chama acesa de nosso bom e velho Metal brazuca cantado em português. O vocalista e baixista Roosevelta Bala é quem nos conta aspectos gerais sobre a trajetória da banda, fazendo-o de uma forma bem informativa e desenvolta.

PÓLVORA ZINE: O STRESS foi a primeira banda brasileira a gravar um LP completo de Heavy metal (Nota: em 1982),  contrariando todas as probabilidades, visto o fato de serem de Belém do Pará, uma localização até então bem distante do sudeste do país onde a cena era mais abrangente. Relembre-nos um pouco sobre a aventura que foi irem até o Rio de Janeiro para voltar com o disco gravado, os principais desafios e o que isso representa hoje para você.

ROOSEVELT BALA: Era infinitamente mais difícil gravar um disco naquela época, os custos eram altíssimos, equivalente ao de um apartamento de dois quartos. Não havia mais o que fazer, já tínhamos tocado nos melhores e mais conceituados teatros e ginásios da cidade, era preciso seguir à diante. Através de um amigo (o Profeta), contatamos o estúdio Sonoviso, no Rio, que nos garantiu que saberia gravar o nosso estilo Rock, já tinham feito isso várias vezes e dispunham de todo equipamento necessário para a gravação. Juntamos dinheiro com shows, vendemos objetos, pedimos pros pais e pegamos um ônibus pra enfrentar três dias de estrada até o Rio. Ficamos numa modesta pensão no Catete, dividindo beliches num único quarto. Ao chegar no estúdio nos foi oferecida uma bateria toda fodida, quebrada e desmontada, jogada num canto de uma saleta. Usamos barbantes e fita adesiva pra deixa-la armada. Recebemos a informação de que todo o equipamento prometido (bateria, efeitos,pedais, instrumentos..) deveria ser alugado.  LEIA MAIS

ANTHARES: o caos ainda rola solto!

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Por Écio Souza Diniz

Responsável por um dos pilares do Thrash metal nacional, o álbum No limite da força (1987), os paulistas do ANTHARES após anos de hiato voltaram com tudo no segundo álbum, O caos da razão (2015), que mantêm a pegada feroz da banda e ainda soa bastante atual. Atualmente, o time é composto por Diego Nogueira (vocal), Mauricio Amaral (guitarra), Topperman (Guitarra), Pardal (baixo) e Evandro Jr. (bateria) e tem levado a sua devastação sonora a vários palcos do Brasil. Para nos contar mais sobre o momento atual como também da trajetória da banda, os membros originais Mauricio e Evandro concederam esta entrevista ao PÓLVORA ZINE.

PÓLVORA ZINE: Após 28 anos vocês lançaram o sucessor do clássico No limite da força (1987), intitulado O caos da razão (2015). Como tem sido o saldo perante este novo lançamento? Quais foram os principais motivos que levaram a este hiato tão longo?

Mauricio Amaral: O saldo tem sido positivo, mesmo depois de mais de um ano do lançamento, continuamos colhendo os frutos e a receptividade dos Headbanges tem sido muito boa. Tivemos vários motivos ao longo período entre os dois álbuns. Pouco depois do lançamento do No Limite da Força a formação da banda mudou muito e só se consolidou novamente em 1991. Os anos 90 foram bem ruins para toda a cena Metal e nós encerramos as atividades em 1996. Retomamos em 2004, mas só focamos no novo álbum após a entrada do Diego Nogueira na banda no fim de 2008, quando começamos a realizar vários shows e preparar o material para O Caos da RazãoLEIA MAIS

METALMORPHOSE: com o pé no acelerador!

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Por Écio Souza Diniz

Para a felicidade de todos os Headbangers admiradores do Metal oitentista brasileiro, cheio de garra e cantado em português, um ‘revival’ de bandas clássicas do estilo tem invadido novamente o Brasil nos últimos 10 anos, proporcionando às novas gerações a chance de presenciarem aonde os pilares do nosso som pesado se firmaram. Dentre as várias lendas que estão de volta a ativa, a carioca METALMORPHOSE, a qual dividiu o histórico ‘split’ Ultimatum (1985) com os conterrâneos da DORSAL ATLÂNTICA, tem se mostrado a mais produtiva e lançado ótimos álbuns. Desde seu retorno em 2009, a banda segue a todo vapor com lançamentos e shows, se consolidando novamente perante mídia e público. O baixista André Bighinzoli, força motriz da banda que no momento reside em Aosta (Itália), é quem nos fornece detalhamentos sobre tudo isso.

PÓLVORA ZINE: O METALMORPHOSE tem seguido um ritmo produtivo muito rápido e constante após o retorno em 2009, visto que já lançaram dois álbuns ao vivo (nos formatos CD/DVD Odisséia em 2010/2012 e Máquina ao vivo em 2014), dois álbuns de estúdio (Máquina dos sentidos em 2012 e Fúria dos elementos em 2015), além da participação no Super Peso Brasil, que você idealizou a campanha coletiva para o lançamento do CD/DVD. Em sua opinião, qual o principal fator tem alavancado este gás produtivo na banda?

ANDRÉ BIGHINZOLI: O evento Super Peso Brasil também foi iniciativa minha. Procurei o Ricardo Batalha com a ideia de repetir a “Gig” de lançamento do Máquina dos Sentidos que eu havia produzido no ano anterior no Rio e em São Paulo com a METALMORPHOSE, STRESS, SALÁRIO MÍNIMO e CENTÚRIAS. Eu disse ao Batalha que queria fazer algo maior, tipo show de banda gringa, num lugar decente, e que estava disposto a investir numa produção cara apostando que, com um show de alto nível, o público compareceria em massa e valeria a pena. O Batalha embarcou na ideia de corpo e alma na ideia comigo, trabalhamos juntos durante meses. Foi ele que veio com o nome “Super Peso Brasil”, e todo o conceito do show, com as participações especiais, e até a ordem das bandas. Depois que estava tudo pronto, eu pensei “cara, vai ser do caralho! Nós temos que ter um registro de alto nível do evento. Eu tenho que filmar essa porra de qualquer jeito!”. Eu já estava quebrado, sem grana nenhuma, no fim das contas eu e o PP Cavalcante tivemos prejuízo financeiro no evento, mas aí é outra história… Respondendo a sua pergunta, desde 2008 até o final de 2015, fui eu que sempre arquitetei o próximo passo, e a banda sempre respondeu prontamente. Formamos um belo time e acho que o nosso barco teve um bom capitão. Eu me orgulho disso.  LEIA MAIS

AZUL LIMÃO: um legado que já ultrapassa 30 anos.

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Por Écio Souza Diniz 

Um dos nomes lendários do Metal Brasileiro oitentista, o grupo carioca AZUL LIMÃO deixou sua marca na nossa história com o seu debut, Vingança (1986), o qual hoje é um dos grandes clássicos do estilo por aqui. Adicionalmente, ainda fizeram uma boa jogada com o EP Ordem e progresso (1987), mas como nem tudo é repleto de maravilhas, a banda se separou e ainda permanece inativa, tendo se reunido apenas para o lançamento do álbum/compilação Regras do jogo (2013). O guitarrista Marcos Dantas (METALMORPHOSE) é quem conta ao PÓLVORA ZINE detalhes sobre tudo isso, além de mencionar sua visão sobre a cena metálica atual e o consumo virtual de música.

 PÓLVORA ZINE: O AZUL LIMÃO está dentre as bandas mais clássicas do metal carioca e nacional, tendo sido responsável pelo clássico álbum Vingança (1986) e o EP Ordem e Progresso (1987). O que motivou a reunião da banda para gravar Regras do Jogo (2013)? 

Marcos Dantas: Não houve retorno da banda! O Aderson do selo Dies Irae me procurou interessado em material da banda gravado em shows para lançar um CD ao vivo. Fiz uma contraproposta de reunir a banda em sua formação original para gravarmos as músicas que tocávamos nos shows nos anos 80 e que não foram incluídas nos dois álbuns. Ele topou! Então falei com Vinícius e com Ricardo e começamos todo o processo de relembrar as músicas, ensaiá-las e gravar o instrumental em 2010. Ficamos aguardando Rodrigo passar pelo Brasil em suas extensas turnês como cantor lírico e no final de 2011 ele colocou sua voz na gravação. Em 2012 já tínhamos a mixagem pronta, mas depois que conheci o trabalho do Gustavo com o METALMORPHOSE, resolvi remixar o álbum com ele em 2013. Ainda em 2013, aproveitamos outra passagem do Rodrigo pelo Rio de Janeiro e fizemos um show no Rio Rock Blues Club, na Lapa, para comemorar os 30 anos da formação clássica da banda, o qual pode ser assistido no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=UAxgUCnEC0o     LEIA MAIS

MARENNA – No regrets

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O MARENNA, projeto criado pelo vocalista gaúcho Rodrigo Marenna em 2014 já surpreendia pela qualidade no EP My Unconditional Faith (2015) e agora no ‘full length’ No regrets (2016), unido a vários músicos que atuaram como participação especial para executar suas composições, nos traz uma ótima atmosfera do Melodic Hard Rock e AOR dos anos 80/90. A qualidade da produção de forma geral, destacando, por exemplo, a timbragem dos instrumentos, e das composições certamente agradarão os fãs do estilo, pois são fortes, repletas de ‘feeling’ e de grande personalidade. A trinca inicial já prende a atenção e empolga a audição, mostrando aquela pegada AOR a lá JOURNEY na abertura com Reason to live, a marcante Hard Rock oitentista Can’t let you go e a revigorante Never surrender, com seus excelentes solos melódicos e um refrão daqueles que grudam bem na cabeça.  The price tem uma levada mais cadenciada e bem legal e Fall in love again é daquelas ‘power balads’ de fazer marmanjo chorar, lembrando bastante o TRIXTER.  About love é outra balada, porém, com solos poderosos. Alguém falou AXEL RUDI PELL? A faixa título fecha em grande estilo. Não foi atoa que o guitarrista foi o único musico de seu Estado a ser finalista do concurso mundial para tocar no aclamado “Sweden Rock Festival”. Recomendadíssimo. Nota. 8.0

Por Écio Souza Diniz

Faixas: 1-Reason To Live / 2 – Can´t Let You Go / 3 – Never Surrender / 4 – Come Back / 5 – The Price / 6 – Fall In love Again / 7 – About Love / 8 – Forever / 9 – So Different / 10 – No Regrets

S.U.C – Sádka Utopia Convergente

 

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Dentre as várias coisas que dão orgulho no underground brasileiro, o Metal extremo é certamente uma delas, pois se tem algo que muitos brasileiros fazem bem neste tipo de música é arrebentar os falantes da caixa de som com uma sonoridade agressiva, crua e sem concessões. Hoje, temos uma das melhores cenas Grindcore do mundo e bandas como a S.U.C, oriunda de São Carlos (SP) e composta por Letícia Barbosa (vocal), Guilherme Santos (bateria), Guilherme Souza (guitarra) e Egiliane (baixo) ajudam a fortalecer e sustentar essa cena. Ambas a produção e gravação deste EP lançado ano passado foram feitas de forma séria e profissional. Mas não venha esperando aquele Grind pasteurizado que hoje em dia é fácil de encontrar, pois a pegada aqui é oldschool calcada na linha dos clássicos de bandas como AGATHOCLES e NAPALM DEATH aliada a elementos de Crust/H.C., lembrando em alguns momentos DOOM e a fase anos 80 do EXTREME NOISE TERROR. Suprema covardia entra atirando tudo para o alto com riffs cortantes e uma bateria com ótimas passagens de batidas mais compassadas e rápidas, típicas do H.C., dando sequência numa pegada firme com Desgraça e Enquanto eles agonizam, cuja tônica é rapidez e brutalidade descomunais. Mas se é pra falar de pancadaria, Corporation’s slaves (Work for death) sustenta a acidez dos riffs e a metranca da batera. Mas Vidas desumanas certamente é o ponto alto, através da mescla de todos os elementos descritos acima de forma bem sacada. Pra encerrar com ódio exalando pelos poros neste momento de gritante corrupção, alienação conservadora e injustiça e desigual social, a faixa A causa é a mesma é uma boa pedida. Que venha logo o full-length. Sai da frente se não quiser ser atropelado! Nota: 8.0

Por Écio Souza Diniz

Faixas: 1-Suprema covardia / 2-Desgraça / 3-Enquanto eles agonizam / 4- Corporation’s slaves (Work for death) / 5-Vidas desumanas / 6-A causa é a mesma

Ouça o EP: https://sucdeathgrind.bandcamp.com/releases

NAHUM – And The Chaos Has Begun

 

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Advinda da República Tcheca a banda formada por Pavel Balcar (vocal), Tomash Nahum (guitarra), Zdeněk Šrubař (guitarra), Hanis Balcar (baixo) e Tom Brighter (bateria) rompe o hiato entre o último lançamento The Gates are Open (2013) e entrega aos fãs e entusiastas da música extrema um disco coeso, bem produzido e com um tracklist que não deixará pedra sobre pedra. Gravado no Estúdio GM e lançado em 1000 cópias pelo selo MuSick Attack – e também disponível para streaming no bandcamp do quinteto – o disco é composto por nove faixas inéditas. A capa, uma bela arte, já é um prelúdio do que invadirá a audição dos intrépidos. Na ativa desde 2004, a banda pratica um Thrash/Death metal técnico e brutal com belas mudanças de andamento que torna o som praticado interessante e diversificado. Para escutar com o som no talo, neste lançamento a banda oferece, para citar alguns exemplos, faixas como Vomit the Darkness que mostra uma cozinha eficiente, The Clash of the Fury com uma violenta progressão até blast beats ensandecedores. Completam os destaques Under Fire e www (World Wide War). Nota: 8,0

 Por Ramon Teixeira

 Faixas: 1-Raging Chaos / 2-Vomit the Drakness / 3-Creator of Emptiness / 4-Funeral of Age/ 5-Damned / 6-The Clash of the Fury / 7-Under Fire / 8-Rotten Lies / 9-www (World Wide War)

TYTUS – Rises

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Com dois anos de existência e após o EP White Lines (2014), a banda italiana TYTUS, formada por IIija Riffmeister (voz e guitarra), Mark Simon Hell (guitarra), Markey Moon (voz e baixo) e Frank Bardy (bateria) faz bonito e dá fim à espera ao entregar aos fãs e headbangers que curtem um som calcado na NWOBHM e no Hard rock setentista o seu mais recente lançamento, o álbum Rises. Gravado e masterizado na Itália por Francesco Bardaro e Alessandro Perosa no Track Teminal Studio (nos Estados Unidos a masterização ficou a cargo de Will Killingsworth), o trabalho foi lançado pela Sliptrick Records e impressiona pela qualidade de produção: moderna, cristalina, com excelente equalização, é possível ouvir em alto e bom som todos os instrumentos. Tratando-se do estilo, faz toda a diferença poder ouvir as constantes dobradinhas das guitarras (IRON MAIDEN e KISS vem à cabeça toda hora!), preenchidas pelo som coeso da cozinha comandada por Frank, que unida às belas vozes de IIija e Markey farão você se sentir nos anos 70. A capa do disco dá o tom do que se encontrará aqui: ao todo são dez faixas explosivas e quentes como o Sol que agradarão os ouvidos e colocará o ouvinte pra cima. Destacam-se o single Haunted (que possui um clipe psicodélico no Youtube), Omnia Sunt Communia e Inland View. Nota: 8,5

Por Ramon Teixeira

Faixas: 1-Ode to The Mighty Sun / 2-New Frontier / 3-Haunted / 4-325 A.D. / 5-White Lines/ 6-Omnia Sunt Communia / 7-Inland View / 8-Desperate Hopes / 9-New Dawn’s Eve / 10-Blues On The Verge of Apocalypse

BURNING IN DECEPTION – Madness Arises

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Eis que três anos após a sua concepção, o projeto BURNING IN DECEPTION, nascido da ideia do vocalista brasileiro Ruan C.Elias em parceria com o guitarrista e produtor italiano Vincenzo Avallone, disponibiliza para streaming o seu EP de estreia. Gravado no estúdio italiano Deep Water Recordings e com produção de Avallone e Georgia Damigou (também responsável pelas partes orquestradas e teclados), o trabalho contou ainda com as participações de Fabrizio Santini (baixo), Alexandros Despotidis (guitarra, LUNAR CYRCLE) e George Constantine Kratsas (guitarra, MANHATTAN PROJECT). Com perdão do trocadilho, não haverá decepção ao se escutar este belo trabalho. Com um prelúdio de tirar o fôlego com a instrumental Madness Arises, o som que se confere em seguida é fundamentado no Death metal, todavia, o experimentalismo é a palavra que define o registro: uma mistura do gênero extremo com Symphonic metal, Gothic metal, e um pouco de influência de Power metal cativa e proporciona uma viagem musical bem interessante. Um disco para quem curte metal lírica e musicalmente bem feito (quem curte bandas como DIMMU BORGIR, SEPTIC FLESH e FLESHGOD APOCALYPSE têm mais um disco para integrar a lista!). O vocal de Ruan é um detalhe à parte: ele consegue com maestria alternar o vocal limpo para um poderoso gutural, dando vida e sentimento às letras. Além da introdução, destacam-se as faixas First Blood e A Brief Moment in Time. Vale a escuta! Nota: 8,5

 Por Ramon Teixeira

 Faixas: 1-Madness Arises (intro) / 2-Asylum / 3-First Blood / 4-Unholy Sight / 5-A Brief Moment in Time / 6-Finally Free (outro)

 

BLOODY MORGUE – Bloody Morgue

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Na ativa desde 2014, formada por Daniel Trench (vocal), Cristian Bernardes (baixo), Fabricio Sommer (bateria), Phil Barragan e Demetrius Cardoso (guitarras), a banda BLOODY MORGUE brinda os fãs de música extrema com um poderoso trabalho, seu EP homônimo de estreia. A banda, natural do estado do Rio Grande do Sul, como é de se esperar das bandas extremas dessa região, não decepciona e fortalece as fileiras do cenário Death metal brasileiro. Gravado no Estúdio Suleiman e com produção assinada por Gabriel Suleiman, o lançamento mostra uma banda em sintonia, com uma proposta consistente, técnica e, ao mesmo tempo, sem firulas. Com a abertura soturna de Enter the Morgue, o que se vê em seguida é muita brutalidade. Com quase quinze minutos de música, o EP é um arrasa quarteirão. A banda – destaque para a bateria, que diversifica o andamento das músicas –, ora toca agressivamente, ora de forma cadenciada, tornando o som interessante. Completa a destruição o comando dado pela poderosa voz do ótimo vocalista Daniel. Destacam-se as faixas Bloody Ceremony, Unholy Ceremony e Hellish Carnage.  Excelente trabalho de estreia: aqui seus tímpanos irão sangrar, pois o golpe é certeiro! Vale a pena a escuta. Nota: 8,0 

Por Ramon Teixeira 

Faixas: 1-Enter the Morgue / 2-Bloody Morgue / 3-Murder for Revenge / 4-Unholy Ceremony / 5-Hellish Carnage

JET JAGUAR – Zero Hour

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Composta por Maxx Mendoza (vocal), Sergio Güez (guitarra), Diego Aragón (guitarra), Jorge Ramírez (baixo) e Jimmy Lozano (bateria) a banda mexicana JET JAGUAR apresenta ao público seu primeiro trabalho, o EP Zero Hour. Com arte de capa simples e clichê assinada por Enrike Días, o disco foi gravado no estúdio Snowman Records e masterizado por Tonio Ruiz. Não espere encontrar novidades e experimentalismo aqui, pois, a proposta da banda evidente é fazer músicas calcadas no heavy metal tradicional influenciado por bandas como IRON MAIDEN, ACCEPT, SKULL FIST, JUDAS PRIEST entre outras bandas do gênero. O EP reúne cinco faixas inéditas muito bem produzidas, o que torna possível a audição de todos os instrumentos separados e a considerável voz de Maxx. Enfim, trata-se de um registro que, apesar de repetir a fórmula típica deste gênero, traz ar novo ao cenário e apresenta uma banda, que apesar de pouco tempo de estrada – a banda foi formada em 2014 – tem tudo para crescer e continuar a gravar bons álbuns. Dentre as faixas do disco, destacam-se a bela música instrumental, uma das maiores do registro, Silver Fortress e Rompiendo El Acero, que cantada em espanhol e com uma pegada hard’n’ heavy coloca qualquer um pra cima. Nota: 7,5

 Por Ramon Teixeira 

Faixas: 1-Zero Hour / 2-Steel Lover / 3-Silver Fortress / 4-Winds of Fire / 5-Ropiendo El Acero

 

RED EVOLUTION – Imminent

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Na ativa desde 2014, a banda mineira RED EVOLUTION – formada por Diego Andrade (vocal), Fagner Silveira (baixo), Gustavo Sanches e Guilherme Almeida (guitarras) disponibiliza para streaming sua demo, o EP Imminent. O lançamento, produzido por José Roberto, que também gravou a bateria de todas as músicas, conta com quatro músicas gravadas e mixadas no Alameda Studio entre 2014 e 2015. A capa, bem simples, nos remete a uma das referências musicais da banda e já antecipa o tipo de música que invadirá a audição do ouvinte. Com uma pegada bem próxima de bandas mais pesadas do grunge tais como SOUNDGARDEN e ALICE IN CHAINS (a capa nos remete ao último lançamento da banda The Devil Put Dinosaurs Here [2013]) e em meio a um universo lírico que trata de assuntos como guerra, ditadura militar brasileira, esperança e luta, a banda exibe neste trabalho – excetuando a acústica Red Evolution que difere da proposta do EP um som pesado e soturno, com riffs e groove empolgantes. Como uma espécie de inauguração do que chamam de “fase 1” da banda, esse registro empolga, mas mostra uma banda que ainda tem muito a oferecer. Ficam na memória já na primeira audição pela qualidade de composição e letras, as músicas A fistful for stones e Loss. Dê o play e tire suas conclusões. Nota: 7,5

 Por Ramon Teixeira

Faixas: 1-Loss / 2-A fistful of Stones / 3-Red evolution (acústica) / 4-Gaza

DEGRADOR – Dead in Life

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Formada em 2010 por José Augusto (baixo e vocal), Rone Damazya (guitarra) e Marcos (bateria), a banda de thrash metal do interior de Minas Gerais DEGRADOR em seu primeiro EP mostra a que veio para deixar como legado ao Heavy metal mineiro e ao mundo, muita violência e peso em sua música. Disponível para audição na internet, o lançamento foi gravado no estúdio Horizonte em Viçosa-MG e produzido por Thomas Medeiros. A arte de capa foi elaborada por Adelmo Queiroz. Sobre a música que se ouve aqui, os tímpanos já são agraciados com o excelente riff da faixa título, seguida da melhor música do EP, Arise in Chaos e, para deixar o ouvinte sedento por mais porrada, o som dos tiros prenunciam o fim com a War is Hell. O que se vê nesse trabalho são três músicas e uma banda coesa, que não teme mostrar suas influências – SEPULTURA, SLAYER e KREATOR (esta, sobretudo, na temática das letras) são as bandas mais evidentes – e, assim, desferir uma coleção de excelentes riffs que unida à cozinha – quem tem a frente José Augusto que impressiona também com sua voz – proporcionará uma sessão de empolgantes moshs. Por enquanto, resta-nos ouvir a exaustão o disco e aguardar o que vem por ai, afinal, a banda uma boa munição sonora eles tem. Nota: 7,5

 Por Ramon Teixeira 

Faixas: 1-Dead in Life / 2-Arise in Chaos / 3-War is Hell

 

SURRA – Tamo na Merda

 

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Se já causou um estrago considerável aos pescoços alheios o que fizeram Leo Mesquita (vocal e guitarra), Guilherme Elias (baixo e vocal) e Victor Miranda (baterista) no debut Bica Na Cara (2012), agora no mais recente fulllength, além de continuarem o espancamento com o seu certeiro Thrashcore, os caras de Santos fazem os ouvidos sangrarem com letras cada vez mais agressivas e politizadas. Lançado pelos selos Peculio Discos, Samsara Discos, Guritiba Golpes, 73% Burnt Records e Abunai Shop e com uma produção impecável, o disco mostra uma banda consolidada, despejando em quase meia hora de música, uma avalanche de muita distorção, riffs nervosos e uma cozinha que faz quem escuta se sentir num show ao vivo.  Cantadas em português, as letras abordam as contradições do momento político atual e esfregam na cara do ouvinte a crueza da realidade brasileira. Todo disco empolga do início ao fim, mas destacam-se a faixa- título, 7×1, Daqui pra Pior, a melhor do disco e, por último, Faz o Fácil, com uma bateria que ao final beira ao Death metal. Completa o estado de arte a capa do álbum. Desenvolvida por Wendell Araújo, a imagem é impactante: em meio a uma paisagem apocalíptica, um colarinho branco num trono escraviza descaradamente a população – detalhe para a figura de uma criança catando migalhas e chorando (essa imagem vai causar um bug na sua consciência!). Aumente o som, a revolta vai invadir sua mente! Nota: 8,5

 Por Ramon Teixeira

 Faixas: 1-Não Escolha / 2-Peso morto / 3-Embalado pra vender / 4-Tamo na merda / 5-O Errado e o certo / 6-Daqui pra pior / 7-7×1 / 8-Tô fora dessa merda / 9-Nasce, cresce, morre e some / 10-Faz o fácil / 11-Gratidão / 12-Aceitar é o caralho / 13-Não tem boi

DEMOLITION – Manipulation for Tragedy

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Formada em meados de 2014, tendo a frente o baterista Wagner Oliveira (ex-SILENT CRY) – atualmente completa o time Gabriel Vieira (guitarra), Junior Silveira (baixo) e Thaís Teixeira (vocal), a banda de Governador Valadares DEMOLITION já impressiona com o lançamento de seu primeiro trabalho. Com produção própria e masterização de Albenez Carvalho, o EP apresenta qualidade inquestionável para um trabalho inaugural. Com músicas rápidas, pesadas e com andamentos coesos, a banda apresenta aos ouvintes um Thrash metal da antiga escola com pitadas de Death metal. As variadas levadas de bateria mostram o quão versátil Wagner é e em parceria com o baixo de Junior, tem-se uma cozinha que preenche com sintonia os ouvidos. Os riffs e solos criados por Gabriel são outro destaque. Thaís, que substituiu o antigo vocalista Zenn Augusto, veio pra agregar e o fez com maestria dando vida às letras do disco com um vocal técnico, agressivo e potente, tornando as canções mais viscerais. Comprove o que se disse até aqui: dê o play na faixa que mostra toda a banda em sua melhor forma, a música Manipulation (ela não vai sair da sua mente!). Completa a qualidade do trabalho a arte da capa, assinada por Alan Silva (COLDBLOOD). Estamos diante de uma banda de alto potencial para ser explorado pela frente. Nota: 8,0

 Por Ramon Teixeira 

Faixas: 1- Illusion of Fear / 2-Infected Face / 3-Influence / 4-Manipulation

METAL HARD: uma noite imperdível de Heavy Metal e Hard Rock em BH

metal-hardAcontecerá no dia 05 de fevereiro em Belo Horizonte na tradicional Matriz Casa Cultural a primeira edição do festival METAL HARD. Com o objetivo de dar espaço para as bandas autorais de Hard Rock e Heavy Metal, essa edição contará com as bandas belo-horizontinas WISACHE (Hard Rock) e KALIBAK (Heavy Metal), a banda EXORDDIUM (Heavy Metal – Contagem), fazendo o pré-lançamento do disco “Leviatã” e o destaque da noite, a atração internacional NIGTH DEMON (Heavy Metal – EUA). O evento é mais uma realização da Sabazim Produções.

SERVIÇO COMPLETO:

METAL HARD – Heavy Metal & Hard Rock Festival

NIGHT DEMON – Heavy Metal – diretamente dos Estados Unidos

WISACHE – Hard Rock – Belo Horizonte

EXORDDIUM – Heavy Metal – Contagem

KALIBAK – Heavy Metal – Belo Horizonte

Data: 05/02/17- Domingo

Horário: 16 Horas

Local: Matriz Casa Cultural – Rua Guajajaras, 1353, Belo Horizonte

Ingresso antecipado: 35 reais

Posto de vendas: Purple Records – Rua Rio De Janeiro, 630, lj 58, Galeria da Praça Sete

Ingresso na portaria do evento: 40 reais

Censura 16 anos

Realização: Sabazim Produções

Informações : (31) 9-8883-3052 ou no link do evento https://www.facebook.com/events/1781626898770175/ 

TRIBUS FESTIVAL 2017: Aberta inscrições para seleção de bandas

tribus-2017Estão abertas até o dia 31 de dezembro as inscrições para seleção das bandas que se apresentarão na edição 2017 do Tribus Festival Brasil. O festival será realizado no dia 22 de julho na cidade de Carangola, zona da mata de Minas Gerais, em formato open air, com local a definir em breve.

O festival tem como um dos seus principais objetivos fomentar o crescimento e o fortalecimento do cenário musical e artístico-cultural local, regional e nacional, oferecendo às bandas do underground, aos artistas independentes e artesãos a oportunidade de divulgarem sua música e sua arte em um festival multicultural, propiciando um enriquecedor intercâmbio entre bandas, público e a interatividade cultural entre todas as tribos do rock com as manifestações culturais tradicionais do interior de Minas que compõem o patrimônio cultural imaterial mineiro e brasileiro.

Para se inscrever:

Bandas de quaisquer subgêneros do rock e metal interessadas em participar da seletiva podem enviar material destinado a avaliação (release atual, foto de divulgação, logo em png/vetorizado e links úteis como sites, página no facebook, myspace, soundcloud, canal do youtube etc) para o e-mail: tribusfestival@gmail.com. Bandas que desejarem enviar material em formato físico para avaliação, podem enviar para o seguinte endereço: Rua Sebastião Frossard, 637 – Amendoeiras – Carangola/MG. CEP: 36800-000. A/C: Jozilei Pimenta Costa

Informações sobre requisitos e critérios de avaliação, confira na página do evento no link: https://www.facebook.com/TribusFestival/?ref=br_rs&hc_ref=SEARCH

HELLOWEEN – Pumpkins United Tour 2017 – Show extra em São Paulo.

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A Free Pass Entretenimento informa que, devido à grande procura de ingressos para a apresentação do HELLOWEEN em outubro/17, haverá um show extra no dia 29 de Outubro (domingo), no Espaço das Américas (SP).
A venda de ingressos será iniciada no dia 28 de Novembro a partir das 10:00hs (horário de Brasília) – Mais informações no serviço do show ao final do texto.

EM DETALHES
A primeira data confirmada para a turnê PUMPKINS UNITED é dia 28 de outubro de 2017 em São Paulo, no Espaço da Américas. Mas não é só isso, a comitiva completa de PUMPKINS passará por diversas cidades e locais na América Latina, Europa, Ásia e EUA. Num acontecimento gigante, e também incluindo algumas surpresas, os shows vão durar quase três horas tocando os maiores sucessos de três décadas de HELLOWEEN, que promete uma viagem a toda a velocidade através de seu repertório. »Nós já tivemos uma experiência extraordinária no Hellish Rock part 1 & 2, mas desta vez nós vamos certamente dobrar as expectativas« diz Kai Hansen, e Markus Grosskopf acrescenta: »Com certeza o setlist vai ter músicas que não tocamos há muito tempo, ou até mesmo algumas que nunca tocamos«. Quem não garantir o ingresso para esta turnê, provavelmente não tem todas as suas pumpkins na estante. A formação original quer celebrar uma festa global com você, onde vai ser difícil segurar a emoção porque é uma WORLD TOUR ESPECIAL, pois não se tratando de uma reunião, portanto muito provavelmente não vai acontecer de novo. Andi encanta nossos corações metaleiros quando diz: »Estou muito ansioso para tocar minhas músicas e as do Michi ao vivo junto com ele nos palcos. Vai ser absolutamente excepcional.

Veja as informações sobre ingressos e locais de venda:  LEIA MAIS

MAX e IGOR CAVALERA – Return to Roots Tour em Belo Horizonte.

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Max e Iggor Cavaleira tocam Roots na integra em Belo Horizonte
Data: 15 de Dezembro no Music Hall

Essa celebração está sendo realizada em todo o mundo e chega ao Brasil em dezembro.

Com mais de 2 milhões de cópias vendidas pelo mundo, “Roots” é uma referência musical pela inovação ao misturar elementos brasileiros e metal.

Com canções como “Roots Bloody Roots” e “Attitude”, o Sepultura atingiu seu ápice e influenciou toda uma nova geração. Com afinação baixa e muito peso, os brasileiros influenciaram bandas como Deftones, Slipknot, Limp Bizkit e muitas outras que citam até hoje a importância de “Roots” e de Max Cavalera em suas respectivas carreiras.

Fator de grande relevância é que Belo Horizonte é a cidade natal dos irmãos Cavalera onde suas primeiras composições foram criadas. Será um mergulho de volta ás RAÍZES dos ícones do metal mundial.

Veja onde comprar seu ingresso:

Cogumelo Discos e Fitas:
Av. Augusto de Lima 555, Lj 29 – Centro
** Forma de pagamento – Somente dinheiro **

Loja Túnel do Rock
Rua Rio de Janeiro, 839 – Centro
** Forma de pagamento – Somente dinheiro **

On line:
https://ticketbrasil.com.br/show/4563-maxeigorcavalera-belohorizonte-mg/

Valores: 1° lote

Pista:
R$ 90,00 (meia-entrada)
R$ 120,00 (inteira promocional) – R$ 180,00

Camarote open bar:
R$ 185,00
** Open bar de cerveja Brahma, vodka, refrigerante, energético e água **

HEREGE – Terra Morta

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Com nova formação, a banda capixaba HEREGE – agora formada por Davi “Homem Bomba” Ambrósio (baixo e voz), Everton “Peste” Oliveira (guitarra e voz) e Juliano “Herege Maldito” Freitas (bateria) – brinda os apreciadores de música extrema com seu primeiro full-length Terra Morta. Gravado no Estúdio Nova e mixado por Lucas Barbosa (LucStudio), o disco foi lançado em 500 cópias limitadas pelos selos Cemitério Records e Cold Art Industry (mas não fique triste, o disco foi liberado também para streaming no site do primeiro selo). Neste registro você irá se deparar com um Death/ Grind cantado em português com influências de BRUJERIA, EXTREME NOISE TERROR, AUTOPSY e HAEMORRHAGE. Com vocais mais diversificados e letras ácidas que falam sobre desastres humanos e ambientais e, sobretudo, abordam o contexto político brasileiro atual, a banda – quando se compara a demo-ensaio Inocentes (2015) – deu um salto no que diz respeito à qualidade de produção e composição. Composto por 18 músicas, das quais quatro são regravações (em que fica na memória a nova roupagem dada para Inferno Nuclear) e cinco faixas bônus ao vivo, destacam-se: Basta de Preconceito, Terno e Gravata, Ilusão e, por último a música raivosa Aqui Jaz, que alude ao maior desastre socioambiental da história brasileira, o rompimento da barragem da Vale em Mariana que afetou todo o Rio Doce e sua população. A capa concebida por Cleuber Tosko da banda belo horizontina Rastros de Ódio completa o estado de arte e destruição presente nesse registro. É só dar o play! Nota: 8,0

 Por Ramon Teixeira

 Faixas:

1-Basta de Preconceito / 2-Dinheiro / 3-Policia Corrupta / 4-Cegueira / 5- Inferno Nuclear / 6-Instinto Corrupto / 7-Mentes da Alienação / 8-Terno e Gravata / 9-Terra Morta / 10-Em Nome Do Progresso  / 11-Bandidos no Plenário / 12-Ilusão / 13-Aqui Jaz / 14-Inferno Nuclear (Live) / 15-Inocentes (Live) / 16-Mentes da Alienação (Live) / 17-Repressão (Live) / 18-Terra Morta (Live)