NAHUM – And The Chaos Has Begun

 

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Advinda da República Tcheca a banda formada por Pavel Balcar (vocal), Tomash Nahum (guitarra), Zdeněk Šrubař (guitarra), Hanis Balcar (baixo) e Tom Brighter (bateria) rompe o hiato entre o último lançamento The Gates are Open (2013) e entrega aos fãs e entusiastas da música extrema um disco coeso, bem produzido e com um tracklist que não deixará pedra sobre pedra. Gravado no Estúdio GM e lançado em 1000 cópias pelo selo MuSick Attack – e também disponível para streaming no bandcamp do quinteto – o disco é composto por nove faixas inéditas. A capa, uma bela arte, já é um prelúdio do que invadirá a audição dos intrépidos. Na ativa desde 2004, a banda pratica um Thrash/Death metal técnico e brutal com belas mudanças de andamento que torna o som praticado interessante e diversificado. Para escutar com o som no talo, neste lançamento a banda oferece, para citar alguns exemplos, faixas como Vomit the Darkness que mostra uma cozinha eficiente, The Clash of the Fury com uma violenta progressão até blast beats ensandecedores. Completam os destaques Under Fire e www (World Wide War). Nota: 8,0

 Por Ramon Teixeira

 Faixas: 1-Raging Chaos / 2-Vomit the Drakness / 3-Creator of Emptiness / 4-Funeral of Age/ 5-Damned / 6-The Clash of the Fury / 7-Under Fire / 8-Rotten Lies / 9-www (World Wide War)

TYTUS – Rises

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Com dois anos de existência e após o EP White Lines (2014), a banda italiana TYTUS, formada por IIija Riffmeister (voz e guitarra), Mark Simon Hell (guitarra), Markey Moon (voz e baixo) e Frank Bardy (bateria) faz bonito e dá fim à espera ao entregar aos fãs e headbangers que curtem um som calcado na NWOBHM e no Hard rock setentista o seu mais recente lançamento, o álbum Rises. Gravado e masterizado na Itália por Francesco Bardaro e Alessandro Perosa no Track Teminal Studio (nos Estados Unidos a masterização ficou a cargo de Will Killingsworth), o trabalho foi lançado pela Sliptrick Records e impressiona pela qualidade de produção: moderna, cristalina, com excelente equalização, é possível ouvir em alto e bom som todos os instrumentos. Tratando-se do estilo, faz toda a diferença poder ouvir as constantes dobradinhas das guitarras (IRON MAIDEN e KISS vem à cabeça toda hora!), preenchidas pelo som coeso da cozinha comandada por Frank, que unida às belas vozes de IIija e Markey farão você se sentir nos anos 70. A capa do disco dá o tom do que se encontrará aqui: ao todo são dez faixas explosivas e quentes como o Sol que agradarão os ouvidos e colocará o ouvinte pra cima. Destacam-se o single Haunted (que possui um clipe psicodélico no Youtube), Omnia Sunt Communia e Inland View. Nota: 8,5

Por Ramon Teixeira

Faixas: 1-Ode to The Mighty Sun / 2-New Frontier / 3-Haunted / 4-325 A.D. / 5-White Lines/ 6-Omnia Sunt Communia / 7-Inland View / 8-Desperate Hopes / 9-New Dawn’s Eve / 10-Blues On The Verge of Apocalypse

BURNING IN DECEPTION – Madness Arises

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Eis que três anos após a sua concepção, o projeto BURNING IN DECEPTION, nascido da ideia do vocalista brasileiro Ruan C.Elias em parceria com o guitarrista e produtor italiano Vincenzo Avallone, disponibiliza para streaming o seu EP de estreia. Gravado no estúdio italiano Deep Water Recordings e com produção de Avallone e Georgia Damigou (também responsável pelas partes orquestradas e teclados), o trabalho contou ainda com as participações de Fabrizio Santini (baixo), Alexandros Despotidis (guitarra, LUNAR CYRCLE) e George Constantine Kratsas (guitarra, MANHATTAN PROJECT). Com perdão do trocadilho, não haverá decepção ao se escutar este belo trabalho. Com um prelúdio de tirar o fôlego com a instrumental Madness Arises, o som que se confere em seguida é fundamentado no Death metal, todavia, o experimentalismo é a palavra que define o registro: uma mistura do gênero extremo com Symphonic metal, Gothic metal, e um pouco de influência de Power metal cativa e proporciona uma viagem musical bem interessante. Um disco para quem curte metal lírica e musicalmente bem feito (quem curte bandas como DIMMU BORGIR, SEPTIC FLESH e FLESHGOD APOCALYPSE têm mais um disco para integrar a lista!). O vocal de Ruan é um detalhe à parte: ele consegue com maestria alternar o vocal limpo para um poderoso gutural, dando vida e sentimento às letras. Além da introdução, destacam-se as faixas First Blood e A Brief Moment in Time. Vale a escuta! Nota: 8,5

 Por Ramon Teixeira

 Faixas: 1-Madness Arises (intro) / 2-Asylum / 3-First Blood / 4-Unholy Sight / 5-A Brief Moment in Time / 6-Finally Free (outro)

 

BLOODY MORGUE – Bloody Morgue

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Na ativa desde 2014, formada por Daniel Trench (vocal), Cristian Bernardes (baixo), Fabricio Sommer (bateria), Phil Barragan e Demetrius Cardoso (guitarras), a banda BLOODY MORGUE brinda os fãs de música extrema com um poderoso trabalho, seu EP homônimo de estreia. A banda, natural do estado do Rio Grande do Sul, como é de se esperar das bandas extremas dessa região, não decepciona e fortalece as fileiras do cenário Death metal brasileiro. Gravado no Estúdio Suleiman e com produção assinada por Gabriel Suleiman, o lançamento mostra uma banda em sintonia, com uma proposta consistente, técnica e, ao mesmo tempo, sem firulas. Com a abertura soturna de Enter the Morgue, o que se vê em seguida é muita brutalidade. Com quase quinze minutos de música, o EP é um arrasa quarteirão. A banda – destaque para a bateria, que diversifica o andamento das músicas –, ora toca agressivamente, ora de forma cadenciada, tornando o som interessante. Completa a destruição o comando dado pela poderosa voz do ótimo vocalista Daniel. Destacam-se as faixas Bloody Ceremony, Unholy Ceremony e Hellish Carnage.  Excelente trabalho de estreia: aqui seus tímpanos irão sangrar, pois o golpe é certeiro! Vale a pena a escuta. Nota: 8,0 

Por Ramon Teixeira 

Faixas: 1-Enter the Morgue / 2-Bloody Morgue / 3-Murder for Revenge / 4-Unholy Ceremony / 5-Hellish Carnage

JET JAGUAR – Zero Hour

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Composta por Maxx Mendoza (vocal), Sergio Güez (guitarra), Diego Aragón (guitarra), Jorge Ramírez (baixo) e Jimmy Lozano (bateria) a banda mexicana JET JAGUAR apresenta ao público seu primeiro trabalho, o EP Zero Hour. Com arte de capa simples e clichê assinada por Enrike Días, o disco foi gravado no estúdio Snowman Records e masterizado por Tonio Ruiz. Não espere encontrar novidades e experimentalismo aqui, pois, a proposta da banda evidente é fazer músicas calcadas no heavy metal tradicional influenciado por bandas como IRON MAIDEN, ACCEPT, SKULL FIST, JUDAS PRIEST entre outras bandas do gênero. O EP reúne cinco faixas inéditas muito bem produzidas, o que torna possível a audição de todos os instrumentos separados e a considerável voz de Maxx. Enfim, trata-se de um registro que, apesar de repetir a fórmula típica deste gênero, traz ar novo ao cenário e apresenta uma banda, que apesar de pouco tempo de estrada – a banda foi formada em 2014 – tem tudo para crescer e continuar a gravar bons álbuns. Dentre as faixas do disco, destacam-se a bela música instrumental, uma das maiores do registro, Silver Fortress e Rompiendo El Acero, que cantada em espanhol e com uma pegada hard’n’ heavy coloca qualquer um pra cima. Nota: 7,5

 Por Ramon Teixeira 

Faixas: 1-Zero Hour / 2-Steel Lover / 3-Silver Fortress / 4-Winds of Fire / 5-Ropiendo El Acero

 

RED EVOLUTION – Imminent

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Na ativa desde 2014, a banda mineira RED EVOLUTION – formada por Diego Andrade (vocal), Fagner Silveira (baixo), Gustavo Sanches e Guilherme Almeida (guitarras) disponibiliza para streaming sua demo, o EP Imminent. O lançamento, produzido por José Roberto, que também gravou a bateria de todas as músicas, conta com quatro músicas gravadas e mixadas no Alameda Studio entre 2014 e 2015. A capa, bem simples, nos remete a uma das referências musicais da banda e já antecipa o tipo de música que invadirá a audição do ouvinte. Com uma pegada bem próxima de bandas mais pesadas do grunge tais como SOUNDGARDEN e ALICE IN CHAINS (a capa nos remete ao último lançamento da banda The Devil Put Dinosaurs Here [2013]) e em meio a um universo lírico que trata de assuntos como guerra, ditadura militar brasileira, esperança e luta, a banda exibe neste trabalho – excetuando a acústica Red Evolution que difere da proposta do EP um som pesado e soturno, com riffs e groove empolgantes. Como uma espécie de inauguração do que chamam de “fase 1” da banda, esse registro empolga, mas mostra uma banda que ainda tem muito a oferecer. Ficam na memória já na primeira audição pela qualidade de composição e letras, as músicas A fistful for stones e Loss. Dê o play e tire suas conclusões. Nota: 7,5

 Por Ramon Teixeira

Faixas: 1-Loss / 2-A fistful of Stones / 3-Red evolution (acústica) / 4-Gaza

DEGRADOR – Dead in Life

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Formada em 2010 por José Augusto (baixo e vocal), Rone Damazya (guitarra) e Marcos (bateria), a banda de thrash metal do interior de Minas Gerais DEGRADOR em seu primeiro EP mostra a que veio para deixar como legado ao Heavy metal mineiro e ao mundo, muita violência e peso em sua música. Disponível para audição na internet, o lançamento foi gravado no estúdio Horizonte em Viçosa-MG e produzido por Thomas Medeiros. A arte de capa foi elaborada por Adelmo Queiroz. Sobre a música que se ouve aqui, os tímpanos já são agraciados com o excelente riff da faixa título, seguida da melhor música do EP, Arise in Chaos e, para deixar o ouvinte sedento por mais porrada, o som dos tiros prenunciam o fim com a War is Hell. O que se vê nesse trabalho são três músicas e uma banda coesa, que não teme mostrar suas influências – SEPULTURA, SLAYER e KREATOR (esta, sobretudo, na temática das letras) são as bandas mais evidentes – e, assim, desferir uma coleção de excelentes riffs que unida à cozinha – quem tem a frente José Augusto que impressiona também com sua voz – proporcionará uma sessão de empolgantes moshs. Por enquanto, resta-nos ouvir a exaustão o disco e aguardar o que vem por ai, afinal, a banda uma boa munição sonora eles tem. Nota: 7,5

 Por Ramon Teixeira 

Faixas: 1-Dead in Life / 2-Arise in Chaos / 3-War is Hell

 

SURRA – Tamo na Merda

 

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Se já causou um estrago considerável aos pescoços alheios o que fizeram Leo Mesquita (vocal e guitarra), Guilherme Elias (baixo e vocal) e Victor Miranda (baterista) no debut Bica Na Cara (2012), agora no mais recente fulllength, além de continuarem o espancamento com o seu certeiro Thrashcore, os caras de Santos fazem os ouvidos sangrarem com letras cada vez mais agressivas e politizadas. Lançado pelos selos Peculio Discos, Samsara Discos, Guritiba Golpes, 73% Burnt Records e Abunai Shop e com uma produção impecável, o disco mostra uma banda consolidada, despejando em quase meia hora de música, uma avalanche de muita distorção, riffs nervosos e uma cozinha que faz quem escuta se sentir num show ao vivo.  Cantadas em português, as letras abordam as contradições do momento político atual e esfregam na cara do ouvinte a crueza da realidade brasileira. Todo disco empolga do início ao fim, mas destacam-se a faixa- título, 7×1, Daqui pra Pior, a melhor do disco e, por último, Faz o Fácil, com uma bateria que ao final beira ao Death metal. Completa o estado de arte a capa do álbum. Desenvolvida por Wendell Araújo, a imagem é impactante: em meio a uma paisagem apocalíptica, um colarinho branco num trono escraviza descaradamente a população – detalhe para a figura de uma criança catando migalhas e chorando (essa imagem vai causar um bug na sua consciência!). Aumente o som, a revolta vai invadir sua mente! Nota: 8,5

 Por Ramon Teixeira

 Faixas: 1-Não Escolha / 2-Peso morto / 3-Embalado pra vender / 4-Tamo na merda / 5-O Errado e o certo / 6-Daqui pra pior / 7-7×1 / 8-Tô fora dessa merda / 9-Nasce, cresce, morre e some / 10-Faz o fácil / 11-Gratidão / 12-Aceitar é o caralho / 13-Não tem boi

DEMOLITION – Manipulation for Tragedy

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Formada em meados de 2014, tendo a frente o baterista Wagner Oliveira (ex-SILENT CRY) – atualmente completa o time Gabriel Vieira (guitarra), Junior Silveira (baixo) e Thaís Teixeira (vocal), a banda de Governador Valadares DEMOLITION já impressiona com o lançamento de seu primeiro trabalho. Com produção própria e masterização de Albenez Carvalho, o EP apresenta qualidade inquestionável para um trabalho inaugural. Com músicas rápidas, pesadas e com andamentos coesos, a banda apresenta aos ouvintes um Thrash metal da antiga escola com pitadas de Death metal. As variadas levadas de bateria mostram o quão versátil Wagner é e em parceria com o baixo de Junior, tem-se uma cozinha que preenche com sintonia os ouvidos. Os riffs e solos criados por Gabriel são outro destaque. Thaís, que substituiu o antigo vocalista Zenn Augusto, veio pra agregar e o fez com maestria dando vida às letras do disco com um vocal técnico, agressivo e potente, tornando as canções mais viscerais. Comprove o que se disse até aqui: dê o play na faixa que mostra toda a banda em sua melhor forma, a música Manipulation (ela não vai sair da sua mente!). Completa a qualidade do trabalho a arte da capa, assinada por Alan Silva (COLDBLOOD). Estamos diante de uma banda de alto potencial para ser explorado pela frente. Nota: 8,0

 Por Ramon Teixeira 

Faixas: 1- Illusion of Fear / 2-Infected Face / 3-Influence / 4-Manipulation

HEREGE – Terra Morta

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Com nova formação, a banda capixaba HEREGE – agora formada por Davi “Homem Bomba” Ambrósio (baixo e voz), Everton “Peste” Oliveira (guitarra e voz) e Juliano “Herege Maldito” Freitas (bateria) – brinda os apreciadores de música extrema com seu primeiro full-length Terra Morta. Gravado no Estúdio Nova e mixado por Lucas Barbosa (LucStudio), o disco foi lançado em 500 cópias limitadas pelos selos Cemitério Records e Cold Art Industry (mas não fique triste, o disco foi liberado também para streaming no site do primeiro selo). Neste registro você irá se deparar com um Death/ Grind cantado em português com influências de BRUJERIA, EXTREME NOISE TERROR, AUTOPSY e HAEMORRHAGE. Com vocais mais diversificados e letras ácidas que falam sobre desastres humanos e ambientais e, sobretudo, abordam o contexto político brasileiro atual, a banda – quando se compara a demo-ensaio Inocentes (2015) – deu um salto no que diz respeito à qualidade de produção e composição. Composto por 18 músicas, das quais quatro são regravações (em que fica na memória a nova roupagem dada para Inferno Nuclear) e cinco faixas bônus ao vivo, destacam-se: Basta de Preconceito, Terno e Gravata, Ilusão e, por último a música raivosa Aqui Jaz, que alude ao maior desastre socioambiental da história brasileira, o rompimento da barragem da Vale em Mariana que afetou todo o Rio Doce e sua população. A capa concebida por Cleuber Tosko da banda belo horizontina Rastros de Ódio completa o estado de arte e destruição presente nesse registro. É só dar o play! Nota: 8,0

 Por Ramon Teixeira

 Faixas:

1-Basta de Preconceito / 2-Dinheiro / 3-Policia Corrupta / 4-Cegueira / 5- Inferno Nuclear / 6-Instinto Corrupto / 7-Mentes da Alienação / 8-Terno e Gravata / 9-Terra Morta / 10-Em Nome Do Progresso  / 11-Bandidos no Plenário / 12-Ilusão / 13-Aqui Jaz / 14-Inferno Nuclear (Live) / 15-Inocentes (Live) / 16-Mentes da Alienação (Live) / 17-Repressão (Live) / 18-Terra Morta (Live)

BROKEN & BURNT – It Comes to Life (2016)

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Quem se empolgou com o poder dos riffs desferidos por Hugo Ali (guitarra e voz) e César Schoeder (guitarra) no full-lenght Let The Burning Begin (2012) e no EP Stolen (2013) vai se surpreender com a qualidade de produção e a diversidade de sub-gêneros do Metal explorados pela banda neste segundo registro de estúdio It Comes To life (2016). Com uma super cozinha formada por Denis Coelho (baixo e vocal) e Apache Moons (bateria), o quarteto capixaba dá vida à obra-prima de horror de Mary Shelley, “Frankenstein” (1818). Neste novo trabalho os caras mostram um trabalho consistente e maduro, mostrando de forma original suas influências que vão do Grunge ao Stoner e Doom. Você encontrará músicas nervosas como no primeiro disco – caso de Bestowing Animation – e músicas muito diferentes do que se viu a banda fazer até então, como pode ser conferido em músicas como Unexpected Dirge, Deep Inside The Void e Cold letters. A afinação dos instrumentos quatro tons abaixo do padrão unida às linhas vocais envolventes dão o toque de devastação sonora. Composto por nove músicas, distribuídas como num livro por Volume I, II e III, impressiona também pela arte de sua capa. Concebida por Gustavo Rodrigues, a capa transmite toda a angústia proporcionada pelo terror gótico próprio do tema que escolheram tratar. Três anos trabalhando no álbum fizeram muito bem à banda. Preparem a cerveja e alongue o pescoço, sua cabeça vai agitar para todas as direções. Nota: 8,5

 Por Ramon Teixeira 

Faixas: 1-It Comes to Life/ 2. Bestowing Animation/ 3. Unexpected Dirge / 4. Along the Way / 5. Eve / 6. Dead Womb / 7. Deep Inside the Void / 8. Cold Letters / 9. Darkness & Distance

WACKAH XV: Pela segunda vez em Viçosa

Wackah XVAcontecerá no dia 17 de setembro de 2016, sábado, em Viçosa/MG o Wackah Rock Festival XV. O festival que tradicionalmente acontece em Ervália/MG, acontecerá pela segunda vez em Viçosa. O evento será sediado pelo Bar Flor & Cultura, e contará com as seguintes bandas no cast: TRAPPER (Hard Rock – Ervália); DRACON (Hard/Heavy Metal); FÁTIMA BERNARDES (ForaTemmer Core); BACKLANDS (Hard/Heavy Metal); DARK TOWER (Black metal – Rio de Janeiro); CONTEMPTY (Doom Metal – Rio Pomba) e DEMOLITION (Thrash metal – Governador Valadares).

Evento: Wackah Rock Festival XV – Edição Viçosa

Local: Bar Flor & Cultura, Av. Maria de Paula Santana, 2050, João Braz, Viçosa/MG

Horário:  18:00

Preço do ingresso: Os primeiros 150 ingressos sairão a R$20,00. Preço promocional para vans.

Mais informações: https://www.facebook.com/events/859763270805056/?active_tab=highlights

ÓDIO AO EXTREMO – Animal

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Direto da cidade sul-mineira, Lavras, o ÓDIO AO EXTREMO, formado em meados de 2012, chega rasgando o verbo neste debut com um Crossover/Hardcore direto, cru e sem concessões. Atualmente composta por João Mário (vocal), Samuel (guitarra), Bruno Lelis (que entrou no lugar de Stênio, o baixista que participou da gravação) e Hauny (bateria), a banda arregaça as mangas para através de sua porrada sonora tratar de temas sócio-políticos que hoje assolam a humanidade. A gravação e produção de uma forma geral obtiveram boa qualidade, destacando ainda mais o peso e agressividade das músicas. A faixa Atentado terrorista, que também recebeu o primeiro vídeo clipe promocional da banda, chega arrebentando tudo com uma pegada que oscila claramente entre o Thrash old school e Grindcore a lá NAPALM DEATH. Na sequência, a faixa-título não deixa por menos e é calcada no Thrash de nomes como CLAUSTROFOBIA e EXODUS (com Rob Dukes), mostrando um final avassalador inesperado. Em Descartável o hardcore influenciado especialmente por RATOS DE PORÃO arrebenta os ouvidos. Mas o ponto alto de ódio contínuo e ininterrupto é comandado pela trinca H’odeio, Palhaçada generalizada e Merda, que também se destacam em técnica e dinâmica variada. Em Futuro do Brasil é traçada com fúria um bom panorama caótico de nosso país e a nossa luta e resistência para viver aqui. Com um refrão marcante, Não entoa um grito brutal contra qualquer subordinação e alienação gananciosa da sociedade. Para fechar com uma cacetada só, Nóia discorre sobre uma das maiores complicações sociais que o Brasil possui atualmente: o crack. A batera é algo que se destaca com força em todas as músicas, não só pelo seu peso, mas suas viradas diversificadas e  precisas. São discos assim que mantêm a força histórica do som extremo mineiro e agregam qualidade ao underground nacional. Nota: 9,0

Por Écio Souza Diniz

Faixas: 1-Kaos/ 2-Atentado terrorista/ 3-Animal/ 4-Descartável/ 5-H’odeio/ 6-Palhaçada generalizada/ 7-Merda/ 8-Na real/ 9-Inverno nuclear/ 10-Futuro do Brasil/ 11-Não/ 12-Palestina/ 13-Nóia

EU ACUSO! – Síndrome de Estocolmo

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Os gaúchos do EU ACUSO! atacam novamente com este segundo trabalho em formato de EP, mantendo seu som pesado e visceral, composto por uma mescla bem sacada de Heavy metal e vocal na linha do Rap, embalados por altas doses de Groove que dá a tônica a sonoridade. A banda já imprimiu sua identidade no primeiro álbum, Liberdade presumida (2013), e aqui eles a consolidam ainda mais. Afinal, não seria de esperar menos de um grupo formado por músicos experientes que já participaram de nomes de peso da cena gaúcha como Sacrário, Leviaethan, Panic, Distraught, Alchemist e Kaus do Porto. Atualmente, o time é composto por Sandré  Sarreta (vocal), Marcelo Cougo (baixo e vocal), Carlos Lots (guitarra) e Ale Mendes (bateria). Aqui a banda pega como o ponto embasamento para as músicas a “Síndrome de Estocolmo”, um estado psicanalítico no qual o indivíduo que passa por tortura ou intimidação demasiadamente intensa desenvolve como mecanismo de defesa do subconsciente um sentimento de apego pelo torturador ou intimidador. A intensão da banda foi fazer uso desse tema para transcrever a angustiante existência do nosso tempo, especialmente no Brasil, cercados por corrupção, violência extrema e constante, drogas e medo. A pedrada certeira já entra com Síndrome, com bases e refrão marcantes. Marcha dos patifes é outra que discorre de forma inteligente sobre a situação insólita de nosso país. De volta as ruas, uma música numa pegada Stoner e com passagens mais cadenciadas numa onda Space Rock, versando sobre as pessoas que tomam frentes e se mobilizam por um mundo melhor. Uma das melhores letras é a de Nações, que fala sobre a não subjugação de povos nativos a invasores/colonizadores. Toda essa riqueza de conteúdo tem uma identidade forte sob o vocal de Sarreta, que se encaixa perfeitamente a proposta musical. Para completar, como parte da ideologia da banda, o álbum está disponível para download gratuito em seu site oficial. Mais um ótimo trabalho para figurar nos melhores do ano. Nota: 9,0

Por Écio Souza Diniz

Faixas: 1-Intro/ 2-Síndrome/ 3-Minha palavra/ 4-Marcha dos patifes/ 5-Vigiar e punir/ 6-De volta as ruas/ 7-Nações

http://www.euacuso.com.br/

BLACKNING – Alienation

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Bem diz a velha máxima: “talento não se compra”. A banda paulista BLACKNING formada por Francisco Stanich (ex-WOSLOM) no baixo, Cleber Orsioli (ex-ANDRALLS) nas guitarras e vocal, e Elvis Santos (ex-POSTWAR) na bateria comprova isso com força descomunal neste segundo álbum em menos de dois anos do lançamento de seu debut, Order of chaos (2014). Mas o que há de tão especial assim? O simples fato de terem aqui proporcionado músicas com dinâmica heterogênea, saindo da mesmice que muitas bandas adentram, peso e rispidez, técnica e doses cavalares de feeling. Todo o cuidado tomado desde as composições em si e a produção, que caiu novamente na mão eficiente de Fabiano Penna (Rebaelliun), até a bela arte gráfica novamente a cargo do artista Marcus Zerma da Black Pague Design, é digno de atenção. A embalagem em um formato digipack de altíssima qualidade fecha o capote sem faltar nada. É impressionante o arrastão sonoro que já entra pelos falantes na execução da tríade inicial: Street justice, Thru the eyes e Mechanical minds. Com certeza, essa trinca levantaria muitas rodas insanas de mosh nos shows. Durante todas as 10 músicas a única coisa que não há é pausa ou momentos “mais lentos”. Ainda se destacam Weapons of intolerance e as participações especiais com vocais adicionais de Andre Alves (Statues on Fire, Nitrominds, Musica Diablo) no petardo Corporation e Lohy Silveira (Rebaelliun) em Devil’s child. É ótimo estar sempre vendo surgirem nomes que tenham cacife pra levar o nome do Brasil nos palcos do Metal mundo afora, e o BLACKNING é um soldado mais do que qualificado para carregar esta bandeira. Nota: 9,5

Por Écio Souza Diniz

Faixas: 1- Street justice/ 2-Thru the eyes/ 3-Mechanical minds/ 4-Dark days/ 5- Weapons of intolerance/ 6- Dyed in blood/ 7- Devil’s child / 8-The rotten institution/ 9-Two-faced liar/ 10-Corporation

http://www.blackning.com/

 

HAGBARD – Vortex to an Iron age

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Formada em 2010 na cidade mineira de Juiz de Fora, a HAGBARD é uma das propostas mais interessantes surgidas no Folk Metal nacional nos últimos anos.  Agora em 2016 eles chegaram com este segundo trabalho, mantendo a qualidade e minucia na produção de uma sonoridade rica em elementos sonoros, destacando a música europeia medieval, especialmente agora remetendo a cultura viking, agregados a grandes doses de peso típico do Metal Extremo.  Uma das características mais marcantes é o maior esmero nas harmonias e melodias, além de guitarras e bateria mais encorpadas, dando mais peso e clareza, e um contraponto muito bem feito entre vocais limpos e guturais. O trabalho de mixagem e masterização de Jerry Torstensson do Dead Dog Farm Studio, em Säffle (Suécia), mais uma vez proporcionou um excelente resultado. As passagens de violino, cortesia de Vinicius Faza Paiva e as vozes femininas de Lívia Kodato enriqueceram ainda mais o trabalho.  Embora, não seja uma sonoridade versátil a ponto de facilmente selecionar destaques, os melhores momentos começam logo depois de uma ótima introdução, dando sequência para a marcante e empolgante Never call the sage to drink in your home. Em Iron fleet commander há uma atmosfera mais cadenciada e densa e Last blazing ashes é um bela acústica e introspectiva canção. O peso e dinâmica mais rápidos retornam massivamente em Death dealer e Relic of the damned, sem dúvida a melhor música do álbum. Inner inquisition tem um perfeito equilíbrio entre seu grande peso e os vocais de Lívia e Shield wall encerra sendo a mais agressiva de todas. Sirva-se de uma excelente cerveja num fim de tarde com os amigos e ouça bem alto. Nota: 9,0

Por Écio Souza Diniz

Faixas: 1-Intro / 2- Never call the sage to drink in your home / 3-Brdige to a new era / 4- Into fleet commander /5-Last blazing ashes / 6-Death dealer /7-Relic of the damned/ 8-Inner inquisition/ 9-Deviant heather/ 10-Shield wall / 11-Outro

www.hagbardofficial.com

GREY WOLF – Glourious Death

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Os adoradores do bom e velho True Heavy metal podem celebrar, pois mais um grande lançamento do estilo no Brasil acaba de ocorrer. No mês de Junho de 2016 a banda GREY WOLF, formada em 2012 no município mineiro de Contagem na região de entorno da capital Belo Horizonte lançaram o seu terceiro álbum, Glourious Death.  Idealizada pelo baixista e vocalista Fabio Paulinelli e completada atualmente por Chris Maia (guitarra) e Weslley Victor (bateria), a banda oferece músicas potentes, cativantes e bem estruturadas que falam sobre mitologia, honra e batalhas épicas. Neste álbum, a produção desde a gravação à arte gráfica do encarte merece aplausos. Que os cumprimentos sejam dados à banda e Arthur Migotto (HAZY HAMLET) da Arthorium Records pelo trabalho minucioso e de alto nível. As passagens de teclado ficaram a cargo do convidado especial, o músico solo paulistano YURI FULONE, outra referência do estilo que vem se destacando no país nos últimos anos. A abertura a cargo da marcante The eyes of the Medusa lhe despertará logo aquele sentimento do Metal forjado no fogo dos anos 80.  A faixa-título tem passagens mais cadenciadas que lhe dão uma atmosfera épica, além de seus belos solos e duetos entre baixo e guitarra. Metal avenger é uma sucessão de riffs cortantes e viradas dinâmicas, especialmente da bateria que lhe prendará a atenção. O timbre de Paulinelli remete muito a linha de Chris Boltendahl (GRAVE DIGGER) e seu desempenho se destaca em faixas como The Barbarian e Warrior. A belíssima Cimmeria fecha dignamente o trabalho, contando com a ótima participação de Arthur Migotto. Tudo o que aqui foi dito pode parecer demasiadamente exagerado, mas acredite você está diante de um dos melhores lançamentos do ano. Nota: 9,0

Por Écio Souza Diniz

Faixas: 1-Wrath of the Gods / 2-The eyes of the Medusa / 3-Glorious death / 4- Metal avenger /5-The axe will rule the kingdom (King Kull part II) / 6-The barbarian /7-Conan the liberator / 8-Warrior / 9-Red Sonja / 10-Cimmeria

Mais informações: https://www.facebook.com/greywolfmetal/?fref=ts

Para adquirir o CD: www.arthorium.com

Resenha: Roça and Roll: 18ª edição (2016): Varginha-MG.

Por Vinnie Bressan e Écio Souza Diniz / Fotos: Paty Freitas

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AMORPHIS

Dezoito anos. É oficial: o Roça ‘n’Roll já pode ser preso! E o PÓLVORA ZINE estava lá, para conferir e registrar esse momento emblemático da história do Festival, agora maior de idade.  Antes de qualquer outra coisa, é preciso situar: cruzando variáveis como estrutura, longevidade, frequência da realização e quantidade de atrações, o Roça and Roll é seguramente um dos festivais mais importantes e representativos da música pesada em todas as suas vertentes no Brasil. É sabido que resistir no cenário atual é uma demonstração de coragem e uma prova de força, a resistência de quem rema contra a maré. Entretanto, se por um lado este fato nos faz temer pela manutenção do evento nos altos padrões em que ele já se firmou, por outro ressalta um de seus aspectos mais legais: a familiaridade. Ir ao Roça é a certeza de conhecer ou reencontrar membros de uma grande família, é a oportunidade de encontrar pessoalmente alguém com quem o seu contato pode até ser frequente, mas é apenas virtual. Uma família a qual pertencem fãs, produtores, músicos, blogueiros, colecionadores, aficionados, fanzineiros, críticos, roadies, curiosos e amigos, todos com pensamentos afins regados a muito Metal.   LEIA MAIS

BLUE MAMMOTH – Stories of a king

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Finalmente o BLUE MAMMOTH chega ao seu segundo álbum após o ótimo debut Blue mammoth (2011). Atualmente composta por Andre Micheli (teclado e vocal), Julian Quilodran (baixo, violoncelo, flauta e backing vocals), Vinicius Dantas (guitarra e backing vocals) e Thiago Meyer (bateria, percussão e backing vocals) a banda mais uma vez oferece um rico e cativante Rock progressivo. O interessante é que Stories of a king foi basicamente composto na mesma época do primeiro álbum, mas mesmo sendo desta forma uma continuação ele soa mais evoluído e maduro, repleto de momentos que o levam uma envolvente e profunda introspecção construída por uma dinâmica eficiente das músicas. De fato, o trabalho é conceitual e trata da saga espiritual de um homem, o que realça o motivo das músicas girarem em torno da citada atmosfera mais introspectiva e melancólica. As influências clássicas de YES, GENESIS, URIAH HEEP, JETHRO TULL e RUSH continuam notáveis, mas com uma roupagem mais atual que é uma das características do BLUE MAMMOTH. Outras características marcantes no decorrer do álbum são as bases marcantes, improviso e refrãos cativantes. Na abertura The endless road exibe um ótimo contraste entre melodia e riffs poderosos. Em Lonely fight se encontra belíssimas bases remetentes a teclado órgão e ótimo solo de Hammond e uma linha vocal que se encaixou perfeitamente, além de suas reviravoltas inesperadas, suaves e profundas. Flying free é uma overdose instrumental de técnica, peso, rapidez e cadencia, com excelentes solos de guitarra. Ainda se destacam o clima misterioso e apoteótico de The reign, os riffs rápidos e pesados e Wrong ways e a emocionante balada Waiting room. Sem dúvida, já figura entre os melhores lançamentos de 2016. Nota: 9,0

Por Écio Souza Diniz

Faixas: 1-The endless road/ 2-Children’s fear/ 3-Lonely fight/ 4-Flying free/ 5-Nobody’s hero/ 6-Perfect dreams/ 7-The reing/ 8-Reflections of death/ 9-Wrong ways/ 10-Waiting room

2DEDO – Between cosmos and hell

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O 2DEDO surgiu no ano de 2013 em Mariana (MG) e atualmente composto por Christiano Dedo (vocal), Zé Lobo Dedo (guitarra e teremim), Fabiano Dedo (baixo e backing vocal) e Duillian Dedo (bateria) mostram neste primeiro registro músicas inspiradas e de qualidade. A sonoridade de uma forma geral remete a elementos do Doom clássico de bandas como SAINT VITUS e TROUBLE, além de uma grande e marcante influência de BLACK SABBATH, e também gira em torno do Space Rock, cujas influências mais notórias que vem a mente são UFO, GRAND FUNK RAILROAD e BLUE OYSTER CULT. A gravação ficou bem lapidada e os instrumentos estão bem timbrados, o que realça ainda mais o produto final. O vocal de Christiano segue uma interessante linha mais Doom e tem bastante potencial, precisando apenas ser um pouco mais homogêneo em sua execução. No set list, Red boy abre com boas bases e riffs mais cadenciados e uma mudança de andamento para algo mais progressivo que ficou interessante, Corrupted by devil  possui bases mais pesadas e rápidas, Rise and fall of Pipi Clown possui uma pegada mais Hard/Prog com uma cozinha eficiente, Drugs from mars é a mais pesada com ótima dinâmica da bateria e instrumental e viajante When greys leave the sky encerra adequadamente o disco. Uma banda que tem futuro se continuar apostando certo no que fazem. Nota: 7,5

Por Écio Souza Diniz

Faixas: 1-Between cosmos and hell / 2-Red boy/ 3-Corrupted by devil/ 4-Rise and fall of pipi clown/ 5-Drugs from mars/ 6-Hangover of a kind/ 7-When greys leave the sky

DESALMADO/HOMICIDE – In Grind we trust

Desalmado - Homicide

Eis aqui mais um ótimo lançamento do Grindcore nacional com duas expressivas bandas desta cena na última década. Os paulistanos do DESALMADO e os catarinenses do HOMICIDE despejam decibéis de porrada sonora direta na cara, sem firulas e envoltas por ideologias Niilistas. O produto final deste Split tanto em gravação quanto arte gráfica do encarte complementaram as faixas que falam por si próprias. O DESALMADO pratica aqui um Grind bem ácido, destacando riffs cortantes e um vocal gutural urrado e mais agudo. Além disso, percebe-se uma influência de CARCASS dos primórdios em algumas faixas como Hidra, com suas passagens mais cadenciadas, e Em ruínas, um escarro sobre ditadura e fascismo. Outro destaque é Diáspora, rápida e fulminante. O HOMICIDE já pratica um Grind mais brutal no seu formato mais usual, unindo bases rápidas e insanas a uma mescla de vocal gutural e vomitado, o que já notado logo de cara na entrada com Ilusão idiótica, seguida por Vosso líder. Dentre as influências mais marcantes que podem vir da audição estão DISRUPT, AGATHOCLES e NAPALM DEATH. Causa e efeito é um poço de fúria incontida sobre a alienação social e o futuro do ser humano, e From reality to dust ainda vai além em termos de agressividade. Corra atrás e adquira sem medo de errar. Nota: 8,5

Por Écio Souza Diniz

Faixas: DESALMADO: 1-A ordem dos porcos/ 2-O pavor do Estado/ 3-Hidra/ 4-Em ruínas/ 5-Eternidade do medo/ 6-Diáspora/ 7-Ilusão idiótica/ 8-Vosso líder/ 9-Contra o tempo/ 10-Estado terminal/ 11-From reality to dust/ 12-Stupid

http://blackholeprods.com/pt

BASTTARDOS – O último expresso

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O BASTTARDOS foi formado no Rio de Janeiro em 2010 e após e estreoum em bom estilo com o primeiro trabalho, Dois contra o mundo (2013). Agora, a banda composta por Alex Campos (guitarra e vocal), Bernardo Martins (bateria) e Terceiro Elemento (baixo) chega pra valer com seu segundo álbum, o EP O último expresso (2015). O que você encontrará aqui é Rock and Roll de qualidade, com uma dinâmica heterogênea bastante interessante e que prende a atenção do ouvinte. Afinal de contas, tão importante quanto ser muito bom para tocar algo é saber fazê-lo de forma prazerosa que deixe quem ouve envolvido com a música. E aqui eles fornecem tudo isso e muito mais por meio de músicas despojadas. O formato de um Rock básico e potente é algo que felizmente tem crescido novamente no Brasil e esses cariocas tem tudo para ser um dos bons destaques dessa nova safra. Os destaques ficam para as pesadas e rápidas Basttardos, com sua abertura num estilo ‘western’ e Licor de cereja e a bela Despertar do parto. Em suma, mescla equilibrada de Hard Rock, Southern e Alternativo com a crueza típica que na realidade é o que todos almejam: diversão. Adquira já o seu CD!

Faixas: 1. Basttardos / 2. Licor de Cereja / 3. Despertar do Parto/ 4. Exilados/5. Terceiro Elemento

WAYS – Watching from Afar

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A banda WAYS oriunda de Paris e atualmente composta por Clément (Vocal), Tony (bateria), Matthieu (baixo), Bruno (guitarra), Nico (guitarra) neste primeiro EP manda ver num som pesado, mesclando Rock Alternativo e Metal, com elementos do Metal Industrial e Metalcore. A gravação está bem lapidada e os músicos são técnicos e lançam mão de riffs eficientes. O trabalho do baixo e da bateria também se destacam pela forma como funcionam sincronicamente. Logo na entrada com My blue stain você sentirá a potencia do disco, passando pelos momentos mais cadenciados de As a duty e Misty hope. A faíxa-título é um ótimo tema instrumental. Something to say é agonizante e Twenty first sectuary fecha pesadamente o setlist. Vá atrás e ouça. Nota: 8,0

Por Écio Souza Diniz

Faixas: My blue stain / 2-As a duty / 3-Misty hope / 4-Watching from Afar / 5- Something to say / 6-Twenty first sectuary

https://www.facebook.com/thisisways/

CEIFADOR – Heavy metal 666

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Atenção adeptos de um Metal Extremo, cru, áspero e perverso, o CEIFADOR oriundo se Sorocaba (SP) irá arrancar suas cabeças com 10 rajadas musicais forjadas em aço e fogo, proporcionando doses cavalares de uma mescla perfeita entre Thrash, Speed e Black metal. A produção e gravação estão propositalmente mais sujas, o que dá a tônica cheia de fúria deste disco. Além, disso tudo aqui trabalha a contento, com um instrumental bem construído composto por riffs cortantes e a cozinha do baixo e batera explodindo aos ouvidos. Mas também há o vocal malévolo e rasgado que acentua o poderio bélico de faixas como Demons night, Baphomet e Open grave. No entanto, o golpe fatal vem por meio de Dead and Alcoholized,  Heavy metal 666 e Rats of death. O disco foi lançado pelo selo português Helldprod e encontra-se à venda no seu site. Adquira o seu e ouça no volume máximo. Claro, se seus tímpanos aguentarem. Nota: 9,0

Por Écio Souza Diniz

Faixas: 1 – Demons Night/ 2 – Drunk in Hell/ 3 – Baphomet/ 4 – C.I.D/ 5 – Open Grave/c6 – Dead Eyes/ 7 – Heavy Metal 666/ 8 – Dead and Alcoholized/ 9 – Reaper (Bathory Cover)/ 10 – Rats in Hell

http://helldprod.bandcamp.com/

https://www.facebook.com/ceifadorband/?fref=ts

CRUZ DE FERRO – Morreremos de pé

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Após o EP Guerreiros do metal (2014) os portugueses do CRUZ DE FERRO estreiam com ótima qualidade com Morreremos de pé. Este é um disco para quem gosta de um Heavy metal tradicional, épico e bem executado e que versa sobre batalhas e fatos históricos. Atualmente a banda é composta Ricardo Pombo (vocal e guitarra), Rui Jorge (guitarra), João Pereira (baixo) e Bruno Guilherme (bateria). A interessante arte da capa, feita pelo artista Sena Lordigan, foi baseada nos atos heroicos de D. Duarte de Almeida, que não largou o estandarte do país mesmo após o inimigo lhe ter decepado as mãos. Ou seja, este debut também reflete vários fatos e momentos históricos de Portugal, como sua luta pela independência e liberdade. Além disso, o disco possui riffs diretos e bem executados pela dupla Pombo e Jorge como solos harmoniosos. Dentre os destaques estão a rápida faixa-título com seu refrão marcante, Fúria divina com ótimo andamento da bateria, Nossa glória, Decepado com seus andamentos mais cadenciados e a nacionalista Nova Alijubarrota com seus eficientes solos. Um ótimo começo e que venha o segundo álbum. Nota: 9,0

Por Écio Souza Diniz

Faixas: 1- Morreremos de pé/ 2-Furia divinia/ 3-Santiago/ 4-Nossa glória/ 5-O decepado/ 6-Nova alijubarrota/ 7-Quinto império/ 8-A Lucifer/ 9-Imortal / 10-vitória

Mais informações: https://www.facebook.com/cruzdeferro666/