PSYCHOTIC EYES



Psychotic eyes (2007)


Já neste debut o PSYCHOTIC EYES não deixou dúvidas que é uma das bandas mais criativas e diferenciais no Extremo nacional, surgida nos anos 2000. A técnica é irrepreensível e o mais importante, é utilizada com muito feeling a cada nota. A começar pela performance do guitarrista/vocalista Dimitri Brandi, as músicas só tem a acrescentar, pois são uma rica fusão de vários elementos que passeiam doDeath, ThrashaoProg e Erudito. Os pontos certeiros são encontrados na abertura com a fulminante ‘Celebratetheblood’ (puxa, que música!), a faixa título com sua atmosfera sufocante e passagens mais cadenciadas, a grandiosa ‘Black lotus’ que presta uma homenagem ao Thrashodlschool, ‘Carnageismyname’ que é mais melódica e trata da dor e traumas causados a soldados que lutam em guerras. Nesta linha mais melódica segue também ‘The handoffate’ e mostra elementos que lembram PARADISE LOST (época “Draconiam times”). A linda e instrumental ‘Psychotic I: remember’ fecha brilhantemente o disco. Além de um set list excepcional, o pacote fica ainda mais bacana com um belo encarte, cujas letras recebem traduções para o português possibilitando ainda mais o ouvinte a entender suas mensagens. Uma palavra pode definir este álbum: Marvailhoso. Nota 9.

Por Écio Diniz

Faixas:
1-Celebrate the blood/ 2- Bloody years forever/ 3-Psychotic eyes/ 4-Black lotus/ 5-Carnage is my name/
6-The hand of fate/ 7-Storm warning/ 8-The logic of deterrence/ 9-Psychotic I: Remember



 I only smile behind the mask (2011)

O que prova a qualidade de uma banda? Na realidade, são vários fatores, mas no caso do PSYCHOTIC EYES, é a capacidade de equilibrar peso, velocidade e técnica, de uma maneira bastante precisa e inspiradora. Apesar das músicas serem marcantes, é difícil assimilar o trabalho em uma única audição. É notável que o processo de composição foi trabalhado minuciosamente. O início fenômenal com a arrasadora ‘Throwing into chaos’ já nos dá uma ideia da qualidade do álbum, e assim, é possível pressupor que as demais composições não devem deixar por menos.  O que eu poderia dizer da assombrosa ‘Welcome fatality’? Apenas, dispensa comentários.  As bases fortes de ‘Dying Grief’ segura firme o andamento das coisas, e ‘Life’ vem na mesma linha de ‘Throwing into chaos’, porém, com passagens mais harmônicas e cadenciadas, além das ótimas partes nas quais a letra é narrada pelo vocal rasgado de Dimitri Brandi. A faixa-título segue as características das anteriores. Em ‘The humachime’ o destaque gira em torno do instrumental com riffs complexos e solos muito adequados ao contexto. Uma atmosfera mais progressiva em ‘The girl’ encerra bravamente este excelente trabalho. Uma grande obra do som Extremo nacional e com muito pra se tornar cult.

Faixas:
1-Throwing into chaos/ 2-Welcome fatality/ 3-Dying grief/ 4-Life/ 5-I only smile behind the mask/ 6-The humachine
7-The girl

Corpse Grinder

PERSISTENCE (2001)

Este é um disco digno de todo respeito e apoio. Após mais de 10 anos de batalha e diversas demos cultuadas na cena underground , estes incansáveis batalhadores, finalmente conseguiram lançar um full lengh. O set list impecável, composto por músicas bem elaboradas e bastante orgânicas ao mesmo tempo, se inicia em grande estilo com “Natural order of things” (uma das músicas mais sarcásticas da banda) seguida de “Sarcastic symphony of the universe”, outra pedrada. A sequência continua em alto nível com “Shadows land” (um dos clássicos eterno dos Grinders), “Condemned to die” (intensa e marcante), “Necrorealism” e o fechamento com “The opressor” (um tormento). Realmente, o título do álbum faz jus músicas, pois são uma verdadeira persistência do Death metal Oldschool.
Faixas:
1.Natural Order Of Things/ 2.Sarcastic Symphony Of The Universe/ 3.Reflections/ 4.God Of Disunion/ 5.Shadow`s Land/ 6.Condemned To Die/ 7.Necrorealism/ 8.The Oppressor
CELEBRATION OF HATE (2003)
Após o debut, o que viria a seguir? Outro álbum clássico. Já com uma notável evolução na sonoridade, eles mostram mostram composições mais lapidadas e não menos brutais. A faixa “Celebration of hate” abre o disco, indicando que a devastação é prometida no decorrer do set list. O ponto alto é alcançado em “Trylogy of the end” (um petardo), “Unholy crusade” e “Under the inquisition’s horrors”, além de um excelente cover do AUTOPSY, para “Ridden with disease”. Indispensável na coleção de um verdadeiro amante do estilo.


Faixas:

1.Celebration of Hate/ 2.Against All The Religions/ 3.Trilogy of The End/ 4.Between Flowers And Chains/ 5.Unholy Crusade/ 6.Village of The Damned/ 7.Under The Inquisition`s Horrors
8.Bloodbath In The Holy Land (The Bombmen)/ 9.Ridden With Disease (AUTOPSY cover)
UNDERGROUND CELEBRATION LIVE -CD-R (2003)
Depois de dois álbuns de estúdio muito bem recebidos pelos fãs e a crítica, nada melhor que transmitir toda energia dos shows aos ouvintes com um disco ao vivo. Encontram-se presentes, todos os clássicos de ‘Persistence’ e ‘Celebration of hate’. Não esqueçamos do cover mortal de “Instinct of survival”, do NAPALM DEATH. Um íten que vale a pena ter, sobretudo se você é um grande fã da banda.

Faixas: 
1.Under The Inquisition’s Horrors/ 2.Against All The Religions/ 3.Shadow’s Land/ 4.Trilogy of the End/ 5.Sarcastic Symphony of the Universe/ 6.Unholy Crusade/ 7.Acting In The Shadows/ 8.Celebration Of Hate/ 9.Instinct of Survival (NAPALM DEATH Cover)
HAIL TO DEATH METAL LEGION (2007)

Depois de uma espera de quatro anos, os mineiros soltam mais um ótimo álbum, onde o destaque indiscutível é a maior evolução da banda em termos de técnica e criatividade até o momento. “Hail to the death metal legion” é constituído por um set list unanime, no qual torna-se árdua a tarefa de selecionar as melhores músicas. O incentivo ao mosh vem logo na abertura com “I despise de the human hate”, seguida de “Sinister winged minstrel” (outra que se tornou clássica), mostrando que a banda não pretende abandonar a brutalidade que a consagrou . O crescimento do set em complexidade se revela em “Necrofragments in the ocean of blood”, “When death calls” e a marcha fúnebre de “Lady of the graves”. O fechamento com chave de ouro, vem com uma trinca de tirar o fôlego composta por “Iminent war”, “Only death is inexorable” e a faíxa-título. Com o mesmo veredito dos seus antecessores, este álbum é indispensável.
Depois de uma espera de quatro anos, os mineiros soltam mais um ótimo álbum, onde o destaque indiscutível é a maior evolução da banda em termos de técnica e criatividade até o momento. “Hail to the death metal legion” é constituído por um set list unanime, no qual torna-se árdua a tarefa de selecionar as melhores músicas. O incentivo ao mosh vem logo na abertura com “I despise de the human hate”, seguida de “Sinister winged minstrel” (outra que se tornou clássica), mostrando que a banda não pretende abandonar a brutalidade que a consagrou . O crescimento do set em complexidade se revela em “Necrofragments in the ocean of blood”, “When death calls” e a marcha fúnebre de “Lady of the graves”. O fechamento com chave de ouro, vem com uma trinca de tirar o fôlego composta por “Iminent war”, “Only death is inexorable” e a faíxa-título. Com o mesmo veredito dos seus antecessores, este álbum é indispensável.
 
Faixas:
1- I despise human race/ 2- Sinister winged minstrel/ 3- Necrofragments in the ocean of blood
4- When death calls/ 5- Lady of the grave/ 6- Echoes of chaos/ 7- Iminent war/ 8- Only death is inexorable/ 9- Hail to death metal legion

20 YEARS GRIDING CORPSES (DVD/CD)

Para comemorar os 20 anos de luta e dedicação ao Death metal, eles tiveram a ótima idéia de lançar este DVD/CD. Realizado de forma extremamente profissional, desde o parte gráfica à parte sonora, este registro é algo digno de se colecionar e ter como um dos preferidos. O DVD, apresenta como atração principal um show em Campinas-SP, cujo o aúdio e imagem estão excelentes, além de vários shows gravados ao longo da carreira como extras. Há também os clipes de “Iminent war” e “Sinister winged minstrel”, a discografia da banda e um conjunto de fotos de toda a carreira. O outro destaque deste trabalho é o CD que contém regravações de clássicos derivados das diversas demos da banda, que até hoje são pedidos nos shows, como “Malevolent voice of eternal darkness”, “Necropsy”, “Rotten human carcass” e “Burning in holocaust”. Para tornar o pacote mais interessante, ainda temos a regravação de clássicos como “ Condemned to die”, “Shadows land”, “Trilogy of the end” e os covers de “Baptized in blood”, do DEATH e “Cryptic realms” do MASSACRE. Com a trajetória comemorada de forma excelente, o que nos resta é aguardar um novo álbum (repleto da podridão que dá prazer ao ouvir o som que fazem) e desejar mais 20 anos de um bom e vísceral Death metal aos “Trituradores de cadáver”.

Disc 1 (VIDEO)
1.I Despise The Human Race/ 2.Sinister Winged Minstrel/ 3.Trilogy of The End/ 4.Necrofragments on The Ocean of Blood/ 5.Shadows Land/ 6.Only Death is Inexorable
7.Unholy Crusade/ 8.Lady of The Graves/ 9.Under of The Inquisition’s Horrors/ 10.Deceivers of The Faith/ 11.Condemned to Die/ 12.Hail to Death Metal Legion
Disc 2 (AUDIO)
1.Malevolent Voice of Eternal Darkness/ 2.Necropsy/ 3.Rotten Human Carcass/ 4.Actual World
5.Burning in Holocaust/ 6.Raised From Remains/ 7.Shadows land/ 8.Condemned to Die/ 9.Trilogy of The End/ 10.Deceivers of The Faith/ 11.Baptized in Blood (Death cover)
12.Cryptic Realms (Massacre cover)

DORSAL ATLÂNTICA

 

ULTIMATUM (1985)

O surgimento de uma lenda, o início de um legado, um exemplo de luta e paixão pelo Metal, que transcorreria muitos anos. Creio ser esta, uma boa definição para este primeiro registro da nossa DORSAL ATLÂNTICA. Ao lado dos conterrâneos da METALMORPHOSE, e com poucos recursos disponíveis, lançaram este Split que já nasceu clássico e raro. A postura agressiva, visual carregado, e encenação de serimônia ocultista nos shows, fizeram da DORSAL um ícone entre os Headbangers. Os riffs diretos, rápidos e gritos agudos sob composições orgânicas, são o que torna este registro tão especial, visto que remonta a época em que o Metal cantado em português estava em alta, dando grande valorizam ao nosso movimento de vanguarda neste aspecto. ‘Império de Satã’ é uma música facilmente assimilável, como as demais, e que mostra com perfeição, o lado soturno do Metal que tanto gostamos. Com uma introdução venenosa e pegada rápida, ‘Catástorfe’, é outro clássico, seguida pelas partes mais cadenciadas de ‘Armagedon’. O encerramento se dá com a rápida ‘Princesa do prazer’, e o hino entoado por ‘Heavy Metal’. Indispensável ao conhecimento de qualquer fã desta boa fase do Metal nacional.

Faixas: 
1-Império de Satã / 2-Catástrofe / 3-Armagedon / 4-Princesa do prazer / 5-Heavy Metal



ANTES DO FIM (1986)

Um clássico absoluto do Metal e do Crossover brasileiro. “Antes do fim”, foi a união do punk/Hardcore com o Metal, quebrando deste modo a muralha entre as bandas e a cena paulista e a carioca. Desta forma, estabeleceu-se um grande intercâmbio entre selos dos dois estados, posteriormente ao seu lançamento. Também vale relembrar que a banda nacional que obteve maior sucesso mundial em outrora, o SEPULTURA, foi formado após Max Cavalera assistir a um show dos cariocas, e ter ficado impressionado com a presença de palco dos mesmos. A rápida e cativante ‘Caçador da noite’, é um clássico incontestável da banda, e precede a ótima ‘HLTV-3’, também com refrão marcante e que fala sobre o vírus HIV, mostrando a preocupação em tratar de grandes problemas sociais nas letras, sobretudo que na realidade brasileira. ‘Álcool’ é uma das melhores e mais renomadas faixas deste álbum. As sufocantes temáticas de ‘Depressão suicida’ e ‘Vorkuta’, dão uma roupagem de primeira mão a agilidade de ambas. ‘Josephe Mengele’ é aclamada por muitos hoje em dia, como sendo uma das mais ácidas músicas da banda. Os riffs eficazes e inconfundíveis da inspirada ‘Guerrilha’, são um dos pontos altos do disco, transformando-se inclusive, num sinônimo da história da DORSAL ATLÂNTICA. O término do álbum fica por conta da emblemática ‘Inveja’, e a intimadora e mais rápida do set list, ‘Morte aos falsos’, que é um chute na cara de todos os falsos no meio do Metal. Realmente um pilar para a cena brasileira.

Faixas: 
1-Caçador da noite / 2-HTLV-3 / 3-Álcool / 4-Depressão suicida / 5-Vorkuta / 6-Joseph Mengele / 7-Guerrilha / 8-Inveja / 9-Morte aos falsos

 
DIVIDIR E CONQUISTAR (1987)

Já abandonando o visual carregado com correntes, roupas de couro, tarraxas e spikes, para adotar o uso da roupa comum de todo dia, neste trabalho a banda também está mais direcionada a problemas sociais, com as músicas ainda bem orgânicas, porém com o vocal mais fácil de entender, e isto dá inúmeros saldos positivos à “Dividir e conquistar”. Não é de se surpreender que muitos fãs mais ardorosos de outrora, viraram as costas para a banda devido a esta “amenizada”. No entanto, o mérito deste disco é incontestável, visto logo de cara na abertura com ‘Tortura’, com seus riffs inesquecíveis.

Faixas:
1-Tortura / 2-Vitória / 3-Violência é real / 4-Metal desunido / 5-Morador das ruas /  6-Lucrecia Bórges / 7-Velhice / 8-Preso ao passado

 

 
CHEAPTAPES FROM DIVIDE AND CONQUER (1988)

Lançar esta versão com músicas do “Dividir e conquistar” cantadas em inglês, foi um passo importante para a divulgação da banda fora do país. No mesmo ano as músicas Victory’ ‘Dweller of the streets’ foram editadas na Suíça pelo selo Flight 19 Records. Já no ano seguinte, uma versão em cassete de ‘Divide and conquer’ foi distribuída na Bélgica. Apesar do toque diferente que deu ter estas músicas em inglês, eu as prefiro em português, pois são 100% brasileiras, não soando similar com nada feito lá fora.
Faixas: 
1-Desunited Metal / 2-Victory / 3-Dweller of the streets / 4-Lucrecia Borgia / 5-Violence is real




SEARCHING FOR THE LIGHT (1989)

A primeira Ópera Metal brasileira e também o início de uma trilogia, que teve como objetivo, narrar a constante busca do ser humano por paz e iluminação, foram o “choque de gestão” da DORSAL com “Searching for the light”. Neste álbum, eles também deram início a um processo de aprimoramento como compositores, que dignamente só evoluiu mais ainda com o passar dos anos. Composto por músicas mais complexas, cantadas agora em inglês e criando figurativamente a imagem de uma república de terceiro mundo, análoga aos grandes contrastes culturais e de desigualdade do Rio de Janeiro, a nossa DORSAL ATLÂNTICA começou a ser vista com olhos mais atentos na Gringolândia. A abertura do set list se dá com os riffs e refrão marcantes de ‘Hierarchic democracy’, complementada pela bateria cativante e ótima letra de ‘Fighting in gangs’, que cita o abuso do poder policial. Um solo de alto nível nos é mostrado em ‘Misery spreads’, seguida da envolvente e complexa ‘Not to leave the power’. A realidade sufocante da sociedade brasileira é o prato cheio de ‘Only one of them (Must be left)’.  Uma passagem ligeira e a mais H.C. do álbum está em ‘Gathered’, que sucede a compassada e marcante ‘The ones left scream’, que aborda aspectos sobre mentes corrompidas pela violência.  ‘History starts (To take a route)’, a mais bem elaborada de todas, fecha o álbum com chave de ouro.

Faixas:

1-Hierarchic democarcy / 2-Fighting in gangs / 3-Misery spreads / 4-Only one of them (Must be left) / 5-Gathered prisoners / 6-Childish boots and steps / 7-The ones left scream / 8-History starts (To take a route)



MUSICAL GUIDE FROM STELLIUM (1992)

A segunda parte da trilogia, “Musical guide from stellium”, mostra a banda um passo a frente como compositores. Considero este como o trabalho mais difícil de descrever da DORSAL, pois, ao mesmo tempo que algumas músicas são uníssonas em seus elementos, elas possuem atrativos difíceis de serem assimiladas em poucas audições. A porrada de ‘Razor’s edge’, com uma das linhas de bateria mais rápidas de Guga, abre em grande estilo o disco, seguida da também furiosa, ‘Recycle’. ‘The hidden and unexpected’ é aquela com lado punk, tão influente no som da banda. Um aura mística embalada por muito peso constitui ‘Kali Yuga’, que precede a harmoniosa e progressiva ‘The seven races’. ‘Rock is dead’ é marcante, e nos fala sobre a superficialidade que assombra muitas vezes este estilo que tanto amamos. Os riffs marcantes e de porte de bate-cabeça de ‘Warrior’, é um dos melhores momentos do álbum, acompanhados pelas melodias mais cadenciadas e cativantes de ‘My generation’. ‘Prison cell stage’ e ‘Thy will be done’ fecham este álbum, sendo esta ultima mais Heavy Metal com uma atmosfera meio Doom, com o destaque de ser cantada em quatro línguas (alemão, francês, espanhol e inglês).

Faixas:

1-Razor’s edge / 2-Recycle yourself / 3-The hidden and unexpected / 4-Kali Yuga (From Vishnu Purana) / 5-The seven races / 6-Rock is dead / 7-Warrior / 8-My generation / 9-Prison cell stage / 10-Thy will be done

 

ALEA JACTA EST (1994)

Este “Alea jacta est” é o trabalho mais “inacessível” da DORSAL ATLÂNTICA, ou seja, é repleto de mensagens metafóricas atreladas a uma sonoridade brutal, sendo que foi aqui o ápice da banda em composição, e também encerra a última parte da saga que narra a busca do homem pela iluminação. A abertura do álbum ocorre com ‘Thy kindgom come’, uma das músicas mais brutais da banda, que inclusive teve seu vídeo clip cortado da MTV, devido à presença de cenas que mostravam prostituição nas ruas do Rio. Em seguida, ‘Give people a chance’ segue uma linha a lá “Dividir e conquistar’, porém calcada em uma técnica bem maior. ‘R.I.P’ é uma música extrema, flertando com o Death metal, seguida de ‘Straitgate’, com um solo matador no início e os riffs mais marcantes deste trabalho, criando uma atmosfera obscura. A rapidez chega no seu ponto mais alto em ‘Raise the dead’, que sucede a perfeita sincronia em ‘Human reights’ (com a melhor letra do álbum), para depois cair na ultrasônica ‘Virtual reality’ (com passagens de bateria que flertam com o Black metal). Uma atmosfera melancólica e andamento cadenciado podem ser conferidos em ‘Last act’. Já ‘Black messiah’ apresenta uma variação bem elaborada, contrastando partes rápidas com outras mais lentas. O momento H.C impiedoso do álbum aparece em ‘Loyal legion of the admirers’, ‘Take time’ e ‘Summary condemnation’, com esta última seguindo uma linha punk mais tradicional. A rápida ‘Tribute to Gauguin’ fecha com chave de ouro o set list, tendo como peculiaridade, a imitação de um porco pelo baterista Guga ao final da música, fazendo uma referência irônica a música ‘Piggies’ do “Álbum branco” dos BEATLES, que é banda da qual o produtor Gauguin é um ardoroso fã. “Alea jacta est”: Pesado, enigmático e envolvente.

Faixas:
1-Thy kingdom come / 2-Give people a chance /3-R.I.P (Racism, ingnorance, prejudice) / 4-Straitgate / 5-Raise the dead / 6-Human rights / 7-Virtual reality / 8-Last act / 9-Black messiah / 10-Loyal legion of the admirers / 11-Take time / 12-Tribute to Gauguin/ 13-Summary condemnation

 

OMNISCIENS: Tributo ao DORSAL ATLÂNTICA (1996)

 

Finalmente, o reconhecimento. Em uma época na qual a possibilidade do término das atividades já assombrava a banda, este tributo prestado por bandas brasileiras à DORSAL, quando a mesma ainda estava em plena atividade, inspirou não somente os fãs da banda, a banda em si, mas toda a cena nacional. Também serviu para relembrar à todos, os pioneiros que estes cariocas foram para o Metal Tupiniquim. Repleto de versões matadoras dos grandes clássicos da banda, este tributo nos causa “um sentimento inabalável como história”.

Faixas:

1-Álcool-HEADHUNTER D.C. / 2-Princesa do prazer-AVALON / 3-Guerrilha-RESTLESS/ 4-Violência é real-INSANITY / 5-Fighting in gangs-DECOMPOSED GOD / 6-Caçador da noite-ENDOPARASITIES / 7-Tortura-MYSTICAL VISION / 8-Joseph Mengele-GENOCIDIO / 9-Presos comuns amontoados como animais- THE OUTSIDERS / 10-Raise the dead-NO RETURN / 11-Razor’s edge-G.S. TRUDS / 12-Thy kingdom come-TUMULTO / 13-Vitória-JACK DANIEL’S INCORPORATION
 
 

STRAIGHT (1996)

“O trabalho mais diverso e bem elaborado da DORSAL ATLÂNTICA”, é o conceito que podemos dar à “Straight”. Como foi dito pelo próprio Carlos Lopes, este álbum nos apresenta músicas com a simplicidade do punk, a velocidade do Hardcore e a agressividade do Thrash metal. Também é de suma importância, atentarmo-nos para o fato de que graças à gravação de “Straight” ter ocorrido na Inglaterra, isto permitiu que pela primeira vez a banda pisasse em solo estrangeiro, fazendo bons shows pela Europa e tendo a maior exposição de sua carreira, além é claro do resultado final do trabalho ter sido excelente. A intro com ‘6:45’ já dá o presságio de que lá vem pancadaria sonora por aí, seguida do avassalador Thrashcore de ‘Sign of the times’. As diretas ‘God complex’ e ‘Rapist’, fazem a abertura para a impecável e marcante faixa-título, com o belo hino punk de ‘Who the fuck do you think you are’ vindo na seqüência. ‘Dor’, uma das mais brutais do álbum e da DORSAL, é um soco no estômago que fala sobre a dor e tormento que a urbanização nos causa muitas vezes. A linha sincrônica de baixo e bateria é um grande atrativo em ‘All the women (I’ve loved)’, acompanhada pelos riffs mais marcantes do álbum em ‘Black mud’, que dá lugar a rápida e matadora ‘Carniceria’. O andamento mais arrastado de ‘H.I.V.’, cria uma atmosfera apropriada ao polêmico tema do qual ela trata. ‘Extreme conditions’ é agonizante e forma um belo par ao lado de ‘Corporate discrimination’, com ultrasônicas passagens metrancadas de bateria nesta última. Uma tríade excelente e equilibrada é formada por ‘Madness’, ‘Seasons of decay’ e ‘Walls’. Acordes marcantes do baixo constituem ‘Bollocks’. Um clima tenso e agonizante é característico em ‘Blood pact’, e é completada a facada com ‘In line’, a mais bate-cabeça do álbum. Os vocais guturais que compõe algumas partes de ‘Heretic (Jacques de Molay)’, juntos à cadenciada e agressiva ‘Mothers of tomorrow’, são outro grande momento de “Straight”. ‘Racial patterns’ e ‘Sucess and fall’, fecham energicamente esta obra-prima do Metal nacional, e infelizmente último trabalho de estúdio destes excepcionais guerreiros do underground.

Faixas:

1-6:45 / 2-Sign of the times / 3-God complex / 4-Rapist / 5-Straight / 6-Who the fuck do you think you are / 7-Dor / 8-All the woman (I’ve loved) / 9-Black mud / 10-Carniceria / 11-H.I.V / 12-Extreme conditions / 13-Corporate discrimination / 14-Madness / 15-Seasons of decay / 16-Walls / 17-Bollocks / 18-Blood pact / 19-In line / 20-Heretic (Jacques de Molay) / 21-Mothers of tomorrow/ 22-Racial patterns / 23-Success and fall



TERRORISM ALIVE (1999)

Aqui neste disco, está registrada toda a fúria destes grandes representantes do som pesado nacional. Não há o que dizer de negativo do set list que vemos aqui, todas as músicas são executadas com garra, mantendo o excelente nível que ouvimos nas mesmas em versão de estúdio. A sequência do álbum “Straight” que abre este disco, composta por ‘Sign of the times’, ‘God’s complex’, ‘Rapist’, ‘Who the fuck do you think you are’, ‘Dor’, ‘All the women’ e ‘Black mud’, é de deixar pescoço dolorido de tanto bater cabeça. Não deixam de estar presentes também os grandes clássicos da banda como ‘Velhice’, ‘Vitória’, ‘Guerilha’ e uma versão simplesmente destruídora de ‘Caçador da noite’. Outras pedradas executadas com precisão como ‘Thy kindgom come’ e ‘The ones left screaming’, tornam engrossam mais ainda o caldo. Para completar este petardo, eles tocam o set list do “Ultimatum” na íntegra, e fecham com uma pegada apoteótica de ‘Morte aos falsos’. Avalanche sonora, é o melhor termo para este ao vivo da DORSAL. Indicado para todos os bangers, que curtem um Metal direto e sem frescuras.

Faixas: 
1 -Sign of the times / 2 -God’s complex / 3 -Rapist / 4 -Who the fuck do you think you are / 5 -Dor / 6 -All the women (I’ve loved) / 7 -Black mud / 8 -Velhice / 9 -Vitória / 10-The ones left screaming / 11–H.I.V / 12-Madness / 13-Blood pact / 14-Caçador da noite / 15-Thy kingdom come / 16-Take time / 17-Tortura / 18-Guerrilha / 19-Império de satã / 20-Catástrofe / 21-Armagedon / 22-Princesa do prazer / 23-Heavy metal / 24-Morte aos falsos

 
 

ULTIMATUM OUTTAKES 1982-1985 (2002)

“Ultimatum outtakes” é uma compilação de suma importância, para quem deseja conhecer como eram os enérgicos shows da banda no início. Estão presentes neste disco, todos os grandes clássicos da banda da fase “Ultimatum” e “Antes do fim”, sendo executados em diferentes shows. Há relíquias históricas aqui como  ‘Hecatombe’, ‘Periferia’ e ‘Dorsal atlântica’ (instrumental), nunca executadas em nenhum álbum da banda. Para fechar, temos aqui a versão mais cheia de ódio de ‘Morte aos falsos’, que remonta a clássica história do show de Lambari-MG, no qual ocorreu a saída do baterista Marcos “Animal” (baterista que gravou “Ultimatum”). Quem já leu o livro “Guerrilha: a história da DORSAL ATLÂNTICA”, sabe desta história. Relíquia!

Faixas:
1-Catástrofe / 2-Armagedon / 3-Princesa do prazer / 4-Dorsal Atlântica / 5-Hecatombe (Rehearsal) / 6-Periferia / 7-Radio italiana / 8-Morte aos falsos (Rehearsal) / 9-Tortura (Rehearsal) / 10-Catástrofe / 11-Princesa do prazer / 12-Catástrofe / 13-Abandono o seu Deus/ 14-Princesa do prazer / 15-Armagedon / 16-Morte aos falsos



Pelagodiscus atlanticus: The old, the rare, the new (2002)

Para comemorar duas décadas de história da DORSAL na cena, a gravadora Encore lança esta compilação dupla, que tem lados B e músicas que vão da primeira demo (de 1982) até a última (de 1998). Além de versões demos de músicas dos álbuns da banda, há músicas nunca ouvidas antes em registros oficiais como ‘Abandono o seu Deus’ (cheia de energia e
com toda a rebeldia do à época, polêmico Carlos Vândalo), as músicas ‘Ela não acaba assim’ e ‘Guerra’ (da primeira demo da banda), que mostram um som bastante rústico numa pegada mais Hard rock. O segundo disco tem como especiarias, as faixas da última demo gravada, que por sinal estão entre as mais pesadas da banda. São elas: ‘Cold melancholy’ (sufocante e pesada), ‘Crianças em extinção’ (um pesadelo, bastante Grindcore), ‘Molested’, ‘X-Files’, ‘Global Village’ (outra ultrasônica com a melhor pegada de bateria de Guga, excutando Blast beats incríveis) e ‘Psychic’ (marcante, facilmente um grande hit da DORSAL). O restante da qualidade do material, além das músicas, é adornado por um encarte de luxo digno de respeito. Digo sem meias palavras, é um item indispensável na coleção de qualquer fã da banda e admirador do underground nacional.



Faixas:
Disco 1
1-Princesa do prazer / 2-Abandono o seu Deus / 3-Ela não acaba assim / 4-Guerra / 5-Caçador da noite / 6-HTLV-3 / 7-Josephe Mengele / 8-Tortura / 9-Guerrilha / 10-Radio australiana / 11-Lucrécia Bórgia / 12-Desunited Metal / 13-Hierarchic democracy / 14-Childish boots and steps / 15-The hidden and unexpected / 16-Seven races

Disco 2
1-Velhice / 2-Take time / 3-Straitgate / 4-Black messiah/Loyal legion of the admires / 5-Cold melancholy / 6-Who the fuck do you think you are / 7-In line / 8-Heretic / 9-Mothers of tomorrow/
10-Walls / 11-Crianças em extinção / 12-Psychic / 13-Molested / 14-X-Files / 15-Global village
16-Psychic (Remix)


2012  (2012)
 
É evidente que não preciso narrar a importância da DORSAL ATLÂNTICA para o Heavy metal brasileiro, visto que a história da banda se confunde com o surgimento do underground nacional, além de ter sido um dos principais responsáveis pela união de dois movimentos que não se davam: o punk/hardcore e Metal. Claramente, foi uma tarefa um pouco árdua dissecar esta nova obra desses cariocas que trouxeram à tona em suas músicas a realidade brasileira, através de letras sobre violência, drogas, sexo comercial e a vida na periferia.  Na verdade, essa inquietação com a nossa realidade político-econômica e sociocultural sempre foram uma característica forte das composições de Carlos ‘Vândalo’ Lopes, que inclusive foi o principal responsável por todo o conteúdo de “2012”. Inicialmente “2012” pode ser um tanto complexo para ser entendido, não por aspectos ruins, mas devido ao fato de que aqui encontramos uma dorsal renovada e não menos dorsal. A precisão com a qual o lado mais Metal da banda foi explorado, sem soar uma simples cópia de si mesma e trazendo algo mais atualizado foi digna de atenção. A abertura do álbum com os riffs certeiros e afiados da marcante e bem Metal ‘Meu filho me vingará’ dá uma boa noção do que pode ser encontrado no restante das faixas. Diga-se que o solo da música citada é muito inspirado e cheio da ‘classe a lá dorsal’. Em ‘Stalingrado’ encontra-se outra pedrada não menos inspirada e com um gosto bem característico do Hardcore característico que é um dos elementos que sempre esteve presente no som da banda.  O cunho nacionalista de ‘A invasão do Brasil’ traz em si além de um peso e agressividade que fazem jus ao seu contexto, uma realidade bem atual que assola nosso país, que é a frequente imigração de povos de várias partes do mundo, de lugares em crises e conflitos, buscando em nossas terras uma forma de fugir, sendo que isto ao mesmo tempo prejudica-nos de várias formas. Certamente, esta é uma das candidatas a clássico aqui. O punk/hardcore malandro de ‘Eu minto, todo mundo mente’ é propício para levantar uma boa roda de mosh. A fúria de ‘Colonizado/entreguista’ mostra mais uma vez a forma como muitos povos, sobretudo o brasileiro, aceita imposições de outras culturas e essas tomarem o que a eles pertencem para si. As bases mais cadenciadas de ‘Corrupto corruptor’ e os vocais esganiçados de Carlos nos refrãos fornecem o clima para o bom e velho bate cabeça. A tríade que trata da época cinza da ditadura militar no Brasil constituída por ‘Comissão da verdade’, ‘Operação Brother Sam’ e ‘Jango Goulart’ afirma mais uma vez porque a DORSAL ATLÂNTICA é a banda de Metal mais brasileira de todos os tempos.  O destaque dentre as três faixas vai para ‘Comissão da verdade’ com um refrão e bases que grudam na cabeça. A ‘Imortais’ é uma excelente homenagem aos fãs da banda que sempre apoiaram a banda e ajudaram a concretizar este lançamento. Sem sombra de dúvidas a espera de 12 anos de silêncio desde o fim da banda valeu a pena!
 
Faixas:
1-Meu filho me vingará/ 2-Stalingrado/ 3-A invasão do Brasil/ 4-Eu minto, todo mundo mente/ 5- Colonizado/entreguista/ 6-Corrupto corruptor/ 7-168 BPM/ 8-Contenda/ 9-Comissão da verdade/ 10- Operação Brother Sam/ 11-Jango Goulart/ 12-Imortais

Mutilator – Discografia comentada

GRAVE DESECRATION (1985)
 
Uma pérola, é o que é esta demo que foi o primeiro registro dos mineiros do Mutilator. Cru, agressivo e único. Os caras conseguiram fazer um som primitivo, mas ao mesmo tempo muito bem trabalhado. Calcado em um Thrash/Death metal rápido e visceral, nos faz sentir o sangue ferver em todas as faixas. A abertura fica por conta da mortal e cortante Mutilator, seguida pela rápida e instigante ao mosh, Visions of darkness e a bate cabeça, Evil conspiracy. Simplesmente único, quem tem este vinil ou cassete e é um real apreciador da cena daquela época, deve guardá-lo sob sete chaves.

Faixas: 1-Mutilator / 2-Evil conspiracy / 3-Visions of darkness
 
IMMORTAL FORCE (1987)
 
Este álbum é um registro histórico na cena underground nacional, uma referência ao Thrash/Death metal brasileiro até os dias atuais. Com músicas fortes, bem lapidadas e com peso na medida certa, é um soco na cara do início ao fim, nos fazendo querer agitar no decorrer de todas as músicas. A marcante Memorial Stone without name abre o disco em grande estilo, acompanhada pela bateria ensurdecedora e riffs rápidos e cortantes de Bloodstorm. A pancadaria continua com a marcha da morte de War dogs e os destaques pra pegada Thrash de Brigade of hate e a intrépta faixa-título. Clássico e fundamental na coleção de headbangers fãs de Thrash oldschool.


Faixas: 1-Memorial stone without name / 2-Bloodstorm / 3-Butcher / 4-War dogs / 5-Mutilator / 6-Brigade of hate /7- Immortal force / 8-Tormented soul /9- Paranoic command
 
INTO THE STRANGE (1987)
 
Uma aula de Thrash metal. É o que representa este último trabalho do Mutilator. Deixando o Death um pouco de lado, tiveram uma significativa evolução musical neste disco, apresentando músicas mais complexas, maduras e repletas de solos harmoniosos e bem elaborados. Já com a formação bem modificada, ainda conseguiram realizar um ótimo trabalho. Já de cara se inicia o álbum com uma intro (Raise the strange) a-la Metallica, mas o pau começa a quebrar em Vanishing in the haze, passando pelo destaque do vocal mais ácido e roço dentre as outras músicas em Greetings (To the dead). A coisa continua de forma interessante com Fighting the past e seus riffs secos e bateria direta, A place to go com um dos riffs mais marcantes de todo álbum e um baixo notavelmente estralado (outro destaque ouvido no decorrer do álbum). A faixa – título também é um petardo, com destaque aos seus solos bastante harmoniosos e proximo do fechamento do disco há a instrumental Five minutes beyond the wall, onde eles mostraram que sabem compor e não somente fazer uma avalanche sonora. O que dizer de uma banda como esta?!? Pena que não se fazem tantas boas como esta hoje em dia.
 
Faixas: 1-Raise the strange (inst.)/ 2-Vanishing in the haze / 3-Greetings (To the dead) / 4-Lost words / 5-Fighting the past / 6-Into the strange/ 7-Five minutes beyond the wall (inst.) / 8-A place to go

Apokalyptic Raids

ONLY DEATH IS REAL (2001)

Eis aqui um clássico do Death metal nacional. Em uma época em que muitas bandas investiam em peso e técnica, o Apokalyptic Raids veio com o objetivo de resgatar a essência do Death 80’s. Toda a forma orgânica e agressiva do estilo e originalidade da banda, estão marcadas em músicas cruas e víscerais, como Angels of hell com um solo cheio de harmonia. Também destaca-se a marcha da morte em Tyrant, emperor e a intrépta Apokalyptic raids. Este é um álbum indispensável na coleção de qualquer headbanger que cultue a verdadeira essência do metal.

Faixas: 1-The Enemy (Intro) / 2-Evil / Forgotten Tales / 3-Into The Twilight Zone / 4-Eternal Gloom / 5-Angels Of Hell / 6-Humankind Dies / 7-Tyrant, emperor / 8-Apocalyptic Raids / 9- Tales of Horror (Outro)
 
THE RETURN OF THE SATANIC RITES (2003)
Dando segmento à sua carreira, a banda viría mostrar neste segundo álbum, que tinha sonoridade bem própria e não uma repetição de fórmulas. Mais evoluído, porém mantendo o aspecto cru do primeiro álbum, The return of the satanic rites esbanja qualidade em ótimas composições. O álbum começa com uma versão mais aprimorada de Apokalyptic raids, seguida pela bateria e explosiva de Ready to go (To hell). Os destaques também ocorrem para ótima, rápida e cheia de efeitos, Satanic slaughter, a pegada forte e ótima letra de Emperor’s return e o solo atômico e ensurdecedor de bateria em Skullkrusher (destaque para o joven baterista da banda de Trash, Farscape).

Faixas: 1-Apokalyptic Raids / 2-Ready To Go (To Hell) / 3-The Atheist / 4-The Way of The Warrior / 5-Satanic Slaughter / 6-The Impaler / 7-Emperor’s Return / 8-Skullkrusher / 9-Voyeur /
10-The Third Of The Storms (Evoked Damnation)

THE THIRD STORM – WORLD WAR III (2005)

Já consolidado na Cena Underground nacional, a banda chega a sua maior evolução até o momento com “The third storm”. Com composições mais técnicas e limpas, no entanto, cheias de peso e riffs bem elaborados e sobretudo, mantendo a identidade da banda, o álbum começa com I’m a metal head, que se tornara um clássico, com seus riffs e um refrão poderoso, que faz agitar, bater cabeça e ter certeza que o metal é o melhor estilo musical que existe. A pancadaria chega a nível estrondoso com Manifesto politicamente incorreto, além de ser a primeira letra em português da banda, ela fala sobre os famosos “posers” que envergonham o cenário do som pesado, seja punk, hardcore, crust, death, black ou trash metal. Outros bons destaques se seguem para a rápida e forte The power in my mind e a apocalíptica When the world ends in fire. Recentemente a banda está nos processos finais para lançar seu quarto álbum, Vol. 4 – Phonocopia, agora nos cabe esperar para conferir mais este capítulo dessa ótima banda.

Faixas: 1-I’m a Metalhead / 2-Revelations of Doom / 3-Fallen Beyond Hope / 4-Vision Shadows / 5-Manifesto Politicamente Incorreto / 6-Never Forget What You Are / 7-Humankind Dies / Mankind Defeated / 8-The Power In My Mind / 8-When The World Ends In Fire (Metal Returns) / 10-I’m a Metahead (Reprise)
                                                                                      
VOL.4-Phonocopia (2010)

Mais que grande garra em manter o espírito do oitentista do Death/Black Metal, o APOKALYPTIC RAIDS, se supera a cada lançamento, mostrando originalidade no que faz. “Vol.4-Phonocopia”, novo álbum dos cariocas, comprova o que estou dizendo através das grandes composições que constituem este trabalho. A abertura já se dá em grande forma com ‘Nightmare (In frost and fire)’, (uma música bem típica da identidade do APOKALYPTIC RAIDS), seguida de ‘Stare into the abyss’ (onde nota-se a influência de BLACK SABBATH, porém com originalidade). ‘Victim o’ velocity’, é rápida e direta, seguida pelo clima mais arrastado de ‘Remember the future’, onde a influência de SABBATH atinge sua forma mais explicita. A atmosfera tensa é evidenciada em ‘The revenge of history’. A rápida ‘Priest of evil’ (que relembra muito a agilidade das músicas do segundo álbum, “The return of the satanic rites”), e a cadenciada ‘Cruficy the agnostic’, tem elementos que relembram com exatidão o estilo denso e agressivo de HELLHAMMER e CELTIC FROST. ‘A world without a danger’, mostra um ritmo mais compassado, com riffs mais soturnos e muito bem dispostos. Uma pegada marcante e meio punk, é vista em ‘The unquiet grave’ (destaque para a cozinha do baixo e bateria). O encerramento se dá com maestria através de ‘Nothing will happen’ (portadora da melhor performance vocal do álbum), que além de sua alta qualidade, traz escondida um cover para ‘Crucifiction’ do HELLHAMMER. Em suma, um álbum pra constar na coleção de todo Headbanger que se preze. Mais uma vez, saudemos esta banda, que represente com honestidade e honra o underground nacional.
Faixas: 1. Nightmare (In Frost and Fire) / 2. Stare Into the Abyss / 3. Victim O’Velocity / 4. Remember the Future / 5. The Revenge of History / 6. Priest of Evil / 7. A World Without Danger / 8. Crucify the Agnostic / 9. The Unquiet Grave / 10. Nothing Will Happen

Sarcófago

I.N.R.I (1987)

Um início arrebatador que influenciou e foi referência do Metal Extremo em todo o mundo. Este é o legado que logo de cara o Sarcófago, deixou lançando este álbum, sendo considerada como uma banda realmente de extremos, o que levou a origem da frase que definia seu som e a legião de seguidores: “Sarcófago: Ame ou odeie”. Daí em diante foi uma das bandas mais polêmicas que passaram pela história do metal nacional.
A abertura com Satanic Lust, já dá uma idéia da agressividade, podridão e blasfêmia que compõe o set list restante. A pancadaria segue com Desecration of virgin, I.N.R.I, Christ’s death acompanhada da cadenciada e densa Nightmare (um clássico), a blasfêmia roga por atingir nível mais alto em The last slaughter e Recrucify/The Black Vomit (um tormento). Esta versão de INRI, sob a qual resenho, foi lançada pela Cogumelo Records em 2002, vindo ainda com material extra a primeira prensagem do álbum, é um clássico indispensável aos fãs de extremo, principalmente Black Metal.

Faixas: 
1-Satanic lust / 2-Desecration of virgin / 3-Nightmare / 4- INRI/ 5-Christ’s death / 6-Satanas / 7-Ready to fuck/ 8- Deathrash / 9-The last slaughter / 10-Recrucify / 11-The Black Vomit / 12-Satanas (demo) / 13-Nightmare (live) / 14-The black vomit (live) / 15-Satanas (live)


ROTTING (1989)

O segundo álbum botaria a prova o que fariam depois de uma estréia agressiva e suja. Este álbum manteve as características trabalhadas no INRI, porém é notável a evolução das composições: gravação melhor, bases fortes e bem trabalhadas, solos intensos. O álbum começa em grande forma com Lust, seguido pela mortal Alchoolic coma, as intensas e ríspidas Tracy Sex, Drinks and metal (símbolo do que é o Sarcófago), a arrebatadora faixa-título, além de uma regravação de Nightmare (do INRI), que recebeu melhores arranjos, uso de sintetizador que deu uma atmosfera mais doentia ainda a música. O que mais posso dizer, sobre este disco, senão que é um posso de agressividade, tão clássico como o INRI.

Faixas: 
1-Lust / 2-Achoolic Coma / 3-Tracy / 4-Rotting / 5-Sex, drinks and metal / 6-Nightmare



THE LAWS OF SCOURGE (1991)

Neste álbum, pode ser observado uma evolução excepcional na sonoridade da banda, deixando um pouco de lado a aparência blasfema e satanista, investindo em um músicas mais técnicas, bem detalhadas, com passagens obscuras e uso de sintetizadores em algumas. O álbum começa com a arrasadora faixa-título (um arrasa quarteirão), seguida de Piercings, música cadenciada e agressiva. O ódio chega a um dos pontos altos em Midnight Queen (Outro clássico), com seu início melancólico e desfecho desesperador. Como destaque ainda há a versão regravada e mais aprimorada de The Black vomit (do INRI, que teve a letra censurada no encarte do álbum), pesada e nostálgica Prelude to a suicide e a intensa e um dos símbolos da banda para muitos, Screeches from the silence que rendeu um vídeo clipe a banda, frequentemente exibido na MTV brasileira no extinto e excelente programa Fúria Metal.

O fechamento vem com a ótima Secrets of a window e fica claro que este é um álbum difícil de eleger músicas ruins ou medianas.
Faixas: 
1-The laws of scourge / 2-Piercings / 3-Midnight queen / 4-The black vomit/ 5-Prelude to a suicide / 6-Screeches from the silence / 7-Secrets of a window


CRUSH, KILL, DESTROY (1992)

Este Ep, mesmo contendo apenas duas faixas inéditas (a faixa título e Little Julie) e duas do The laws of scourge (Midnight queen e Secrets of a window , manteve a técnica adotada no trabalho anterior, sendo assim, um ótimo disco.

Faixas:
1-Crush, kill, destroy/ 2-Little Julie/ 3-Midnight queen/ 4-Secrets of a window

HATE (1994)


Aqui ocorre outra evolução, composta pelo peso exacerbado do álbum e a presença de vinhetas e passagens blasfemas e negras no meio das músicas. Já contando somente com Wagner (vocal e guitarra) e Gerald (baixo), o destaque fica por conta da escolha de usarem bateria programada no lugar um baterista efetivo, almejando alcançar o peso e o som que queriam fazer. Apesar da banda ter perdido um pouco da técnica dos discos anteriores por conta de todo o peso investido na bateria, este também é um álbum muito importante na carreira do Sarcófago. O álbum começa com uma intro que precede a faixa Song for my death, passando por músicas nervosas como Satanic terrorism e Orgy of flies (outra marca registrada do Sarcófago). Ao chegar na faixa-título, a velocidade e o peso fazem jus ao nome, constituindo-se no ponto mais alto do álbum, sucedida por Rhabdovirus (The pitbull’s curse) e Anal Vomit. Realmente é ódio puro, recomendado aos afixionados.
Faixas: 1-Intro/Song for my death / 2-Pact of CumThe God’s Faeces / 3-Satanic terrorism / 4-
Orgy of Flies / 5-Hate / 6-The phantom / 7-Rhabdovirus (The Pitbull’s Curse) / 8-Anal vomit / The beggar’s uprising

DECADE OF DECAY(1995)

Esta coletânea que contém faixas de todas as fases da banda até aquele momento, foi lançada em comemoração aos 10 anos da banda e tem um set list muito bem selecionado, com muitos clássicos. Vale a pena ter na coleção, se você realmente curte a banda.

Faixas:

1-Lost Of Innocence / 2-Orgy Of Flies / 3-Hate / 4-The God’s Faeces / 5-Song For My Death / 6-Midnight Queen / 7-Screeches From The / Silence / 8-Piercings / 9-Crush, Kill, Destroy / 10-Nightmare / 11-Rotting / 12-I.N.R.I. / 13-Desecration Of Virgin/ 14-Recrucify / 15-The Black Vomit / 16-Satanic Lust / 17-Christ’s Death




THE WORST (1996)

Continuando a proposta de Hate, porém com a sonoridade não tão pesada como este último, este disco não caiu certeiro na graça dos fãs. Também vale lembrar que foi neste época que Wagner e Gerald sumiram da mídia e decidiram que queriam mais viver da banda, não realizando shows para promover o álbum. Entretanto o disco tem faixas boas e interessantes como a faixa-título, Army of the damned, a peculiar The Necrophiliac e uma nova versão mais pesada e matadora para a clássica Satanic Lust.

Faixas: 1-The end / 2-The worst / 3-Army of the damned / 4-God bless the whores / 5-Plunged in blood / 6-Satanic Lust / 7-Shave your head / 8-Purification / process / 9-The Necrophiliac



CRUST (2000)

Bateria eletrônica exagerada ao extremo, vocal embolado, tosco do início ao fim, é o que define este último registro da banda. Este disco mostra afirmativamente o lado que que a dupla polêmica (Wagner e Gerald) sempre fizeram por donde do Sarcófago possuir: Ame ou odeie, sem meio termo. Após a introdução de Sonic images of the new millennium decay, vem a pedrada da quase inaudível Day of the dead, passando pela protestante F.O.M.B.M. (Fuck Off The Melodic Black Metal), que manda pro inferno todo o modismo criado pelos novos estilos de Black metal, fechando com a faixa-título. Agora, o que temos é a marca dessa grande banda na história da cena nacional e só podemos esperar que o projeto Tributo ao Sarcófago (banda composta por ex-membros da banda, com o vocalista da banda Cirrosis no vocal que tocam os clássicos da banda), poça algum dia ser um retorno de banda ativa com a aura maligna de Wagner Antichrist.


Faixas: 1-Sonic images of the new millennium decay/ 2-Day of the dead/ 3- F.O.M.B.M (Fuck off the melodic Black metal)/ 4-Crust


TRIBUTE TO SARCÓFAGO (2002)


Finalmente o merecido reconhecimento. Este tributo dá orgulho aos fãs da banda e a nossa cena, por mostrar o quão influente o Sarcófago foi no Metal extermo mundial, contando com a presença de bandas como Impaled Nazarene, Satyricon, Exhumed, Angel Corpse, Impurity… Os maiores destaques ficam por conta do Drowned – The Laws of Scourge, Mystifier – Satanic Lust, Satyricon – I.N.R.I, Impurity – Orgy of flies, Exhumed – Sex, drinks and Metal e Impaled Nazarene – The Black vomit. Pra mim, tem o status de um dos melhores tributos já feitos.



Faixas:

1-Desecration of virgin – Angel Corpse / 2-The Laws of Scourge – Drowned / 3-INRI – Satyricon / 4-Nightmare – Lustful / 5-The Black Vomit – Impaled Nazarene / 6-Orgy of Flies – Impurity / 7-Sex, Drinks and Metal – Exhumed / 8-Satanas – SexTrash / 9-Christ’s Death – Conqueror / 10-Satanic Lust – Mystifier / 11-Piercings – Under Threat / 12-Satanas – Pathologic Noise / 13-The Black Vomit – Black Witchery / 14-Rotting – Lethal Curse / 15-Christ’s Death – E.S. Posthumous / 16-Sex, Drinks and Metal – Descerebration / 17-The God’s Faces – Calvary Death / 18-Nightmare – Mysteriis

WITCHHAMMER

                                 

THE FIRST AND THE LAST (1988)

Este primeiro trabalho desses mineiros, que foram um dos bons destaques da cena oitentista belorizontina do Metal nacional é um trabalho de primeira, e assim como seu sucessor, “Mirror, my mirror”, é um clássico. O álbum já abre com ‘Medicine blues’, um blues de primeira, mostrando a competência e versatilidade dos caras, e que não somente uma banda de Thrash metal. Na sequência vem ‘The first…’, que Já mostra um Thrash oldschool, que ao se ouvir, já dá para saber que se trata de uma banda da ótima safra mineira dos anos 80. A quebradinha meio blues/progressivo no final, acompanhada por riffs marcantes foi genial. ‘Misery’s genocide’ é outro Thrash impiedoso, com riffs rápidos e cortantes, e pancadaria incessante. Essa pegada é mantida em ‘Who is fat?’. Já ‘Harmony or violence’ tem um começo dedilhado muito bem feito, e uma pegada mais compassada, repleta de variações bacanas entre os riffs base. Os riffs agonizantes de ‘Words of desolation’ são outro bom destaque, e ‘Dartherium’, uma música marcante, se tornou um clássico da banda e do Thrash nacional. O clima denso de ‘…And the last’ fecha com chave de ouro este belíssimo trabalho do WITCHHAMMER.

Faixas: 1-‘Medicine blues’/ 2-The first…/3-Misery’s genocide/4-Who is fat?/5-Harmony or violence/6-Words of desolation/ 7-Dartherium/ 8-…And the last


MIRROR, MY MIRROR (1990)


Um dos grandes trabalhos do Metal nacional, “Mirror my mirror” deu ao WITCHHAMMER uma maior exposição a mídia e público, tanto dentro quanto fora do Brasil. Já com um Thrash numa roupagem mais Heavy, mas mantendo a agressividade sonora da banda, este álbum mostra uma evolução em termos de composição. A abertura com a erudita ‘Liberty’, com o vocal de soprano muito bem feito, já nos empolga e prepara terreno para a faixa-título, que tem um início apoteótico fantástico, que precede a pancadaria desta faixa. O ritmo constante de rifferamas de ‘Underground ways’ é mais um ótimo momento do álbum, e ‘From a suicide man to good’ é marcante com um final muito bacana. Após tanta pancadaria, nos é mostrado o lado Rock raiz da banda em ‘Mad inspiration’, uma baladinha a lá LED ZEPPELIN. ‘A party for the sunrise’ tem um começo com vocal lírico, que dá um ar místico na música, que depois muda seu andamento para um som rápido e com boas bases e um belo solo. Em ‘The worm that turned into man’, tem uma pegada meio punk em algumas partes. ‘The ice starts to metl again (Dartherium III)’ é a mais densa do trabalho, num ritmo mais arrastada. A pegada mais evidentemente punk é mostrada em ‘Hair’, que é outro excelente destaque no álbum. Para fechar este clássico, outra baladinha, ‘The lost song’, esta na linha mais blues, nos faz terminar a audição com gosto pelo tempo que empenhamos para tal. Essencial na coleção de todo Headbanger apreciador do bom de velho Metal brazuca.


Faixas:
1-Liberty/ 2-Mirror, my mirror/ 3-Underground ways/ 4-From a suicide man to good/ 5-Mad inspiration/ 6-A party for the sunrise/ 7-The worm tha turned into man/ 8-The ice starts to melt again (Dartherium part II)/ 9-Hair/ 10-The lost song


BLOOD ON THE ROCKS (1992)


Este é um trabalho excepcional da banda, que atingiu um nível de evolução nas composições, que é reconhecido até fora do Brasil. Realmente um Thrash metal envenenado, com bases altamente sólidas e fortes, o que já pode ser notado de cara na abertura com a poderosa faixa-título. Na sequência, ‘God’s growing older’ é marcante, daquelas que gruda na cabeça. ‘The leather boy’ tem aquela pegada mais arrastada, boa para bater cabeça e tem um ótimo solo, e já se liga diretamente em ‘The orchestra of irony’, que constitui um dos momentos do álbum, em que todo o conjunto instrumental (baixo, guitarra e bateria) tem um das melhores sincronias. O direcionamento de ‘Call: X’ quebra um pouco o arrastão Thrash que vem desde o início do set list, com sua mistura de Thrash com Blues mais latinizado. Após dar essa recuperada no fôlego, o Thrashão incessante volta a dar as caras em ‘Looking for war’, e isto se mantem em ‘Bitter night (Far from home)’ e ‘Switched on telly’. A atmosfera se torna mais adensada em ‘Path to the cemetary’, com seu ritmo mais cadenciado. ‘Terrorist prize’ fecha o álbum, e além de ser uma das melhores do álbum, é outro clássico da banda. 



Faixas:
1-Blood on the rocks/ 2-God’s growind older/ 3-The leather boy/ 4-The orchestra of irony/ 5-Call: X/ 6-Looking for war/ 7-Bitter night (Far from home)/ 8-Switched on Telly/ 9-Path to the cemetery/ 10-Terrorist prize



ODE TO DEATH (2006)

“Ode to death” marca o retorno da WITCHHAMMER, e chamou atenção, pois é um pouco diferente do que a banda havia feito até então, é mais cru, e uma influência forte de punk/hardcore. A abertura já é digna de mosh com a pegada mais punk de ‘Oija board’, seguida de ‘Wrath of witchhammer’, que mantem esse pique, mas com uma pegada mais Thrash. Um bom destaque no álbum fica a cargo de ‘Dartherium’ que ficou visceral, com bases soladas perfeitas e as partes mais riffadas tem até uma pegada Death metal, também mostrada nos vocais. ‘Me damnlawless killer-disgrace maker’ tem uma das pegadas mais agressivas do álbum. Uma levada a lá BLACK SABBATH, meio Doom, pode ser verificada em ‘Weekend in Auschwitz’. Já ‘Witchery’ é mais melódica, com solos harmoniosos e partes virtuosas, e isto é mantido em ‘Remains the same (Dartherium III)’. O batido punk encerra o álbum em ‘Perseguição’. Em resumo “Ode to Death” é um bom trabalho da banda, e apesar deste que vos fala ser fã dos dois primeiros, deve ser admitido que há vários elementos interessantes aqui. Agora nos resta esperar um próximo disco dessa grande banda de nossa cena.

Faixas:
1-Oija Board/ 2-Wrath of witchhammer/ 3-The machine of war/ 4-Dartherium/ 5-Metalphysics
6-Me damnlawless killer-disgrace maker/ 7-Kill us/ 8-Weekend in Auschwitz/ 9-Witchery/ 10-Remains the same (Dartherium III)/ 11-Headbangers united/ 12-Worldegerenation/ 13-Perseguição