DEVON: forte para além do nome!

Por Écio Souza Diniz
Formada na cidade de Campo Belo em 2008, no sul de Minas Gerais, a DEVON é mais uma talentosa banda que surgi na safra mais recente do Heavy Metal mineiro. Com músicas bem compostas e músicos capacitados, a DEVON vem desbravando o país para mostrar o seu som e tem conseguido saldos bem positivos, tanto perante público quanto a crítica especializada. Para saber mais sobre a trajetória da banda e o atual momento por ela vivido, nós conversamos com o baixista Rafael DM para falar a respeito destes tópicos.
 
Para iniciar, digam-nos como surgiu a banda?
 
Rafael DM: Tudo começou após tocarmos em uma banda de covers de classic rock. Naquela época, eu e o Breno Viana já tínhamos o desejo de criar material próprio, de lançar um nome que fosse forte desde o início de sua carreira. Convidamos o Rafael Greco para a banda, e junto com outros integrantes que já não são mais da banda, passamos a tocar e compor. No decorrer deste processo nos mudamos para São Paulo, no processo de gravação do “Unreal”, onde o vocal Alex Gardini e o batera Heinz Wendland completaram  o time.
 
Como foi o processo de composição para chegar ao debut álbum, “Unreal” (2012)?
 
Rafael DM: A banda sempre foi muito democrática nesse processo de composição, desde que a criação entre dentro do que nos propusemos a fazer. Para o “Unreal”, eu quem assinei a maioria das letras, embora todas as músicas tenham sido compostas pela banda como um todo.

 

Pelas notícias que tenho visto sobre a DEVON por aí, vocês tem recebido boa aceitação, tanto por parte do público quanto de mídia especializada em sites, revistas, entre outros, como por exemplo, uma boa resenha na edição 10 da revista Hell Divine. O que vocês acham disso?
 
Rafael DM: É maravilhoso. O “Unreal” é certamente um divisor de águas tanto na minha vida quanto na do restante da banda. O fato de que algo que nós viemos elaborando já há uns quatro anos ser hoje digno de nota, ser reconhecido e respeitado como uma grande aposta da cena musical nacional é gratificante. Trabalhamos muito duro para conquistar isso, mas posso afirmar com toda certeza que valeu muito a pena.
 
Durante a gravação de “Unreal” vocês contaram com a participação de Thiago Bianchi (SHAMAN) no processo, desde a engenharia de som à mixagem. Como foi trabalhar com ele?
 
Rafael DM: Foi uma experiência e tanto. O Thiago é um cara genial, que pensa muito rápido e teve ótimas ideias especialmente na pré-produção do álbum. Ele realmente “entra” para a banda nesse processo, participando das composições, letras, arranjos, técnicas, equipamento, etc. Ele nos ajudou a amadurecer muito em muito pouco tempo.
 
“Unreal” é um álbum bem coeso, com bons momentos, alternados pela maioria de músicas mais pesadas com bons riffs e solos e um ótimo trabalho do vocal de Alex Gardini. Portanto, eu imagino que músicas como ‘Streets ain’t the same’, ‘Turning’ e ‘The sentence’ devem agitar bastante o público nos shows, correto?
 
Rafael DM: Acho que somos grandes entusiastas de ótimas performances. Desde o começo, acreditamos que a presença de palco, a energia e a emoção dos shows são tão importantes quanto o material que é gravado no CD. As músicas que você mencionou, bem como outras do álbum também, tem um forte apelo na execução ao vivo, e é muito bom poder ver essa energia acontecendo também com o público.

 

Ainda sobre as músicas de “Unreal”, a linda ‘Innocence degrees’, como ela tem sido recebida? Eu vejo que ela tem até um grande potencial para tocar em rádios.

 
Rafael DM: De fato, tanto a ‘Forgetting You’ quanto a ‘Innocence Degrees’ têm esse potencial, e embora diversas músicas do álbum estejam tocando nas rádios de Metal do Brasil e do mundo, estas duas já estão direcionadas para rádios mais populares, e em algumas delas alcança uma grande audiência. Nós temos bastante vontade de sermos a primeira banda de Metal que os jovens escutam, gosto da ideia de poder introduzir a pessoa ao nosso mundo, e acredito que músicas como essa cumprem esse papel muito bem.
 
A banda tem tido divulgação fora do país também? Como tem sido?
 
Rafael DM: Sim. No lançamento, eu fiquei um pouco atordoado com a quantidade de pedidos recebidos de diversos países, especial na Europa e nos EUA. Aos poucos conseguimos enviá-los, e como temos poucas cópias do “Unreal” ainda disponíveis, estamos planejando, em parceria com empresas especializadas, um lançamento que possa incluir estes mercados no roteiro.
 
E quanto aos shows, como anda a agenda?
 
Rafael DM: Temos já alguns festivais marcados para o início de 2013, no estado de São Paulo e Minas Gerais. Em paralelo, estamos tentando viabilizar uma turnê da DEVON no Nordeste, onde o a banda teve uma ótima aceitação e fizemos grandes amigos. Para mais informações a respeito das datas, é só ficar ligado no www.devonunreal.com
 
Para finalizar, gostaria que nos falassem sobre os planos da DEVON para um futuro próximo e deixassem uma mensagem aos fãs de Heavy Metal.
 
Rafael DM: O nosso grande objetivo é sermos ouvidos. Queremos o nosso CD espalhado pelo Brasil e pelo mundo, mas mais que isso, queremos que as pessoas possam nos ouvir ao vivo. Estamos trabalhando na produção do nosso primeiro videoclipe, que espero que saia no 1º semestre de 2013, e podem esperar um puta clipe, na qualidade de tudo que viemos produzindo até o momento! Aos fãs de Heavy Metal, tenho apenas a agradecer imensamente pela receptividade que recebemos. Continuem apoiando o Metal nacional, frequentando shows, especialmente o nosso!
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