MUQUETA NA OREIA: Lobisomens, monstros e Rock and roll!

Por Écio Souza Diniz
Ataques de lobisomem em noites de lua cheia, cemitérios, monstros, mortos-vivos e uma postura bastante Rock and roll para falar de uma forma descolada sobre tudo isso. Estas são as características da banda MUQUETA NA OREIA, oriunda de Embu das Artes (SP), que têm ido de encontro ao gosto dos bangers em shows cheios de energia e com bom humor. Para nos falar mais sobre esta curiosa banda, convidamos os seus membros para virem ao Pólvora Zine. Tomara que a lua não esteja cheia!!!
Pólvora Zine: Como surgiu a idéia de montar uma banda neste estilo?
Todos temos como principal influência o Metal e sempre buscamos fazer alguma coisa diferente. Então quando nos juntamos, vimos que estávamos criando coisas interessantes, e com o tempo isto foi deixando de ser somente hobby e se tornou um trabalho sério.
P.Z: A abordagem sobre monstros e mortos-vivos é uma temática que não circulava com muita freqüência no mundo Metal/Rock já a algum tempo. Os caras do MISFITS ficaram conhecidos como uma grande banda de punk horror, por abordar este estilo também atrelado a roupas de couro, spikes e corpse paint. Visto o fato que vocês além do estilo tem uma levada meio punk nas músicas, há alguma influência desta banda para os membros da MUQUETA?
Tudo que ouvimos de certa maneira influencia quando vamos nos expressar, com certeza gostamos do MISFITS, mas não é uma das principais influências. Talvez METALLICA, PANTERA e SEPULTURA sejam as bandas que mais nos inspiraram a compor nossas músicas. Porém as letras saem de forma natural, de acordo com o que a gente vê, lê e vive no dia-a-dia.
P.Z: Logo em 2008, vocês lançaram um videoclipe para a música ‘Lobisomem em lua cheia’, que viria a compor o debut álbum auto-intitulado. Como foi a recepção do público de Metal e Rock and roll à proposta da banda?
Insana ! Não só os bangers, mas o público do rock em geral tem nos apoiado muito em nossa caminhada. Quando lançamos o videoclipe a coisa cresceu de tal forma que fomos até surpreendidos, foi aí que nós vimos que estávamos no caminho certo.
P.Z: Vocês concordam que as letras em português ajudaram a dar um ar especial e mais empolgante para as músicas?
Com certeza. Nós valorizamos nosso povo, nossa cultura, a arte feita com sangue e suor. Acho que a galera acaba sentindo isso e se identificando com a pegada da MUQUETA NA OREIA.
P.Z: Foi lançado outro videoclipe em 2009, desta vez para a música ‘O rosto’, com bons efeitos de computação gráfica. Alguém na banda trabalha com isto? Qual foi o respaldo deste clipe na mídia e perante as pessoas?
Temos a sorte de ter ao seu lado amigos e familiares muito competentes em suas profissões, artistas plásticos, desenhistas, designers, cantores, fotógrafos. Enfim, essas pessoas fazem parte da família MUQUETA, e devemos muito a elas.
O clipe “O Rosto” foi produzido pela banda em parceria com o estúdio de animação gráfica Infinity 3D. Este clipe abriu muitas portas pra gente! Até quando fomos entrevistados na EXPOMUSIC 2010 no estande da Revista 77, o Derrick Green (SEPULTURA, MÚSICA DIABLO) e o Ricardo Brigas (MÚSICA DIABLO) pararam pra assistir o vídeo e depois elogiaram muito nosso trabalho. Ficamos muito honrados.
P.Z: Além de boas músicas e clipes, vocês têm um site próprio, bem completo. Isto deve ter chamado mais a atenção das pessoas, mostrando o empenho de vocês como banda, correto?
Procuramos fazer tudo com muito profissionalismo. Ser independente não é ser amador. Pelo contrário, para seu trabalho ser reconhecido de forma independente requer muito mais determinação e atitude.
P.Z: O debut álbum da MUQUETA NA OREIA, “Lobisomem em lua cheia”, saiu em 2010, e vem tendo boas críticas pelo que vejo. Como foi a concepção deste trabalho? E as lutas para fazer acontecer? Este álbum foi lançado de forma independente, certo? Por que exatamente lançá-lo assim?
Temos recebido muitas críticas positivas do CD, isso é muito gratificante, porque fomos nós mesmos que produzimos. Foram meses de estudos e testes, sem contar os investimentos. Mas valeu muito a pena. E com certeza iremos fazer isto novamente. Lançamos o CD de forma independente por falta de opção.
P.Z: A arte da capa e encarte também são bem feitos. Quem foi o responsável por esta parte?
Foram os irmãos do Cris (baixo), o Glaúcio Santos é desenhista profissional e criou o Lobisomem, e o França é designer gráfico e elaborou nosso site e o encarte do CD. Como dissemos, temos sorte de estar cercados de excelentes profissionais.
P.Z: Vocês saíram duas vezes na Revista 77 (que consta com Paulo Xisto do SEPULTURA como parte do corpo editorial). Como se deu esta participação e o que isto representou para vocês, tanto musical quanto pessoalmente?
A Cassiana e o Renatão, que são os outros editores da revista, viram nosso videoclipe na internet e entraram em contato conosco. Quando recebemos o email achamos que era alguma brincadeira, mas era verdade. Foi sensacional participar do CD coletânea ao lado do MOTORHEAD, HELLOWEEN, ANTHRAX, INOCENTES e depois com o SEPULTURA E MÚSICA DIABLO. A proposta da revista é inovadora, unir o underground e o mainstream na mesma publicação.
P.Z: Eu vejo que vocês investem mais em riffs marcantes do que solos virtuosos. Por que exatamente fazem desta maneira?
É a música que pede. Às vezes ela quer um solo mais técnico, às vezes mais sujo, ou mais melódico e às vezes ela não quer. Sempre respeitamos a música.
P.Z: Diante do som que vocês mandam, como o público reage quando tocam músicas mais pesadas de outras bandas, como ‘Territory’ do SEPULTURA?
Da mesma forma. Muitas vezes somos surpreendidos com o público pedindo pra tocar nossas músicas ao invés de cover. Acho que é pelo fato de fazermos um som pesado em português.
P.Z: Além da promoção do álbum, quais são os demais planos por hora? Há convites para tocarem aqui em Minas?
Nossa meta até o fim do ano é continuar a fazer shows pelo Brasil e compor material novo para o próximo CD.
P.Z: Valeu aí entrevista, sucesso para vocês!!!
Nós é que agradecemos o espaço e pelo apoio, não só ao MUQUETA NA OREIA como ao Metal brasileiro. Valeu !  
 
 
 
 

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