SHADOWSIDE – Shades of humanity

Depois de Inner monster out (2011), que se tornou em pouco tempo um disco praticamente clássico do Metal nacional, muito poderia ser indagado sobre o próximo passo dos paulistas do SHADOWSIDE. Numa simples, porém, clara e eficiente forma de expressão: não decepcionaram. Shades of humanity é um disco que equilibra de forma perspicaz e inteligente a melodia e o peso calcado numa afinação mais baixa, amparadas por refrãos marcantes e uma maior exploração e alcance do timbre vocal de Dani Nolden. Ela consegue ir de vocalizações mais graves e baixas até mais altas, mas sempre mantendo a linha melódica. Além disso, a produção e qualidade da gravação realçam a qualidade das faixas. As mãos de Fredrik Nordstrom (ARCH ENEMY, HAMMERFALL, EVERGREY, IN FLAMES, entre outros) e Henrik Udd (ARCHITECTS, DIMMU BORGIR, entre outros) certamente foram também cruciais em proporcionar músicas cheias de energia e passagens marcantes. Ao mesmo tempo em que o álbum apresenta a referida pega energética, ele é denso em contextos complexos e extremamente atuais que vão desde aborto, depressão à desastres ambientais (como foco o terrível desastre ambiental de barragem da empresa Samarco no município mineiro de Mariana em 2015). O desempenho dos demais músicos também é digno de destaque, visto que todos executaram muito bem suas funções e agora Dani, Raphael Mattos (guitarra) e Fabio Buitvidas (bateria) estão acompanhados do baixista Magnus Rosén (ex-HAMMERFALL), que somou bastante na ótima dinâmica das músicas, diga-se de passagem. Com relação ao set list, todo ele é prazeroso de ser ouvido, mas os destaques começam logo na abertura com a excelente e marcante The fall, que dá a tônica do que virá no restante do álbum. Beast inside e Insidious me mantêm a pegada firme mais uma vez destacando a ótima variação vocal de Dani. Mas os pontos altos ficam a cargo da trinca viciante constituída por The crossing (com excelentes riffs e solos), Unreality (e da-lhe peso) e Alive (bela, forte e melancólica). Muito provavelmente o tempo será um bom juiz na forma que este álbum merece em termos de reconhecimento no cenário nacional. Nota: 9.0/10.

 Por Écio Souza Diniz

Faixas: 1. The Fall / 2. Beast Inside / 3. What If / 4. Make My Fate / 5. Insidious Me / 6. The Crossing / 7. Stream of Shame / 8. Parade the Sacrifice / 9. Drifter /10-Unreality / 11. Alive

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